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Promessa da base, Kaio Jorge pode ficar fora do Santos em 2019; entenda

Prestes a perder Rodrygo e Gabriel para o futebol europeu. o Santos aposta suas fichas em Kaio Jorge. Destaque nas categorias de base, o atacante de 16 anos é visto como o próximo ‘raio’ da Vila Belmiro. No entanto, a família do jogador não está disposta a assinar o primeiro vínculo profissional com o Peixe.

Daniel Gois
Estudante de jornalismo da Universidade Católica de Santos. No Torcedores desde janeiro de 2017, escreve sobre futebol, basquete, formula 1 e eventualmente games.

Crédito: Ivan Storti/Santos FC

“É o nosso fim aqui no Santos. E, com o nível que ele chegou, eu não sei se ele ficará no Brasil. Na verdade, não sabemos como vai ser. Ele tem contrato de formação com o clube, mas vamos buscar nossos direitos. O que não dá é não receber a valorização adequada”, disse Jorge Ramos, pai de Kaio Jorge, para A Tribuna.

A mãe do jogador, Atenas Karina, também se pronunciou. À Gazeta Esportiva, ela reafirmou o desejo de que Kaio Jorge não siga no Peixe em 2019.

Kaio Jorge foi promovido por Cuca para o elenco profissional no segundo semestre deste ano e estreou na vitória contra o Atlético-PR, por 1 a 0, no dia 30 de setembro. Após sofrer um edema na coxa esquerda, Kaio Jorge foi informado que não fazia mais parte do elenco profissional e que iria tratar a lesão nas categorias de base.

O Peixe teria vetado uma convocação da promessa para a Seleção Brasileira sub-17. Segundo Jorge Ramos, o motivo teria sido o fato de Kaio Jorge ainda não ter assinado o primeiro contrato profissional com o Santos. O contrato da base vale até janeiro de 2020. Já o Peixe afirma que o corte da Seleção Brasileira se deu pela lesão na coxa esquerda.

Para não assinar o primeiro contrato profissional com o Santos, a família de Kaio Jorge terá de pagar uma multa ao time da Vila Belmiro. Por estar há seis anos na base santista, o Alvinegro Praiano é tido como o clube formador de Kaio Jorge. Os valores, no entanto, podem chegar a R$ 60 milhões de reais, segundo Marco Maturana, gerente das categorias de base do Santos.

“Vou lutar até o fim para renovar com o Kaio. Não tem nada disso, não falei com a CBF. O contrato de formação é válido e não é fácil para ele sair. A conta é mais ou menos a seguinte: o custo de formação e salários até o fim vezes 200 (da multa). Algo em torno de R$ 60 milhões. Quem vai pagar isso?”, disse Marco, à Gazeta Esportiva.

Filme se repete

Não é a primeira vez que o Santos vive imbróglios na assinatura de contratos com promessas da base. O caso mais recente é o do zagueiro Robson Bambu. O contrato do zagueiro se encerrou no último dia 10 e ele foi para o Atlético-PR, time com o qual já tinha um pré-contrato.

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Santos

Robson Bambu não assinou com o Peixe e seguiu para o Atlético-PR (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Antes disso, os empresários do atleta recusaram a proposta contratual do Santos, que enviou um ofício à CBF exigindo a assinatura do primeiro contrato profissional com o Peixe. O zagueiro chegou às categorias de base do Alvinegro em 2007, quando tinha 10 anos.

O caso de Jean Chera é outro exemplo. Destaque nas categorias de base, Jean era visto como o sucessor de Neymar. No entanto, a pedida salarial feita pelo pai do jogador não foi aceita pelo clube da Vila Belmiro e Jean deixou o Santos em 2011, com apenas 16 anos. Ele retornou ao Peixe em 2015, para jogar na equipe B, mas foi dispensado no ano seguinte. Hoje com 23 anos, Jean Chera tenta carreira no mercado dos videogames. Seu último clube no futebol foi o Sinop, em 2017.

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