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Washington projeta nova tentativa na carreira de treinador

Aos 43 anos, Washington não quer ficar “apenas” com os gols da carreira na memória. O “coração valente” busca seguir uma nova profissão: a de treinador. Já teve duas oportunidades. Agora, almeja mais. O objetivo é ter uma sequência e conquistar o sucesso também fora das quatro linhas. Em entrevista exclusiva ao Torcedores, ele comentou sobre o futuro.

Patrick Monteiro
Repórter do Torcedores com passagens por: jornal O Fluminense (Niterói/RJ) e diário Lance. Comentarista e narrador na extinta Rádio Fluminense AM 540, onde apresentou os programas "Futebol Internacional" e "Jornada Esportiva". Ex-colunista do site Chelsea Brasil. Cobriu, in loco, a Copa do Mundo FIFA 2014, incluindo a grande final (Alemanha x Argentina), entre outros eventos, como Rio Open de tênis, Copa Brasil de Vela e Conmebol Libertadores.

Crédito: Divulgação / Facebook

“Tive essa experiência como treinador. É bem mais difícil do que a de jogador. Eu tive, no Vitória da Conquista, resultados que a gente não esperava. Acabei saindo. Depois, no Itabaiana, na Série D, classifiquei o time e saí. São coisas do futebol que a gente não entende. Mas já fiz uma campanha muito boa no Itabaiana, mais maduro. Acredito que, daqui a pouco, as coisas começam a acontecer e a gente já acerte com outra equipe, dê a continuidade, e tenho certeza de que será uma continuidade de grande sucesso como treinador também”, explicou.

Em fevereiro de 2018, ele entregou o cargo quando fazia seu primeiro trabalho como técnico de futebol. Foram três derrotas consecutivas, pelo Campeonato Baiano, que culminaram na decisão. Já na tentativa de número dois, permaneceu por pouco mais de um mês. O curioso é que ele havia conseguido classificar o Itabaiana para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, com uma campanha de três vitórias, um empate e dois placares adversos. A equipe marcou 11 gols e sofreu nove. Um aproveitamento de 55,6%. No grupo A9 da competição, ficou atrás somente do líder Treze-PB, que fez 12 pontos, contra 10 do time do ex-artilheiro. Na última rodada, triunfou, em casa, sobre o Santa Rita-AL, por 2 a 1, carimbando a classificação. Meta insuficiente para a diretoria do clube, que, no fim de maio, entendeu que o time não estava rendendo o esperado. Já em setembro, ele revelou ter conversado com a Ponte Preta, clube no qual jogou em 1998 e de 2000 a 2002. Não houve progresso, na ocasião.

“Até abril tinha uma possibilidade de ter ido trabalhar lá. Acabou não acontecendo. Mas a gente acompanhou, torceu muito para que ela subisse. Infelizmente, o começo do campeonato (Série B) foi muito prejudicial, perderam muitos pontos, jogaram várias partidas sem o mando de campo, e isso refletiu no final. Eles acabaram tendo uma reação incrível, mas, infelizmente, o início fez a diferença para a Ponte Preta não ter subido”, ponderou agora, referindo-se ao quase acesso da Macaca, que não conseguiu superar o Avaí no compromisso final do ano.

Nesta quarta-feira (28), Washington participou, no intervalo, da transmissão da Rede Globo, no duelo entre Fluminense e Atlético-PR, que teve vitória do Furacão, no Maracanã, por 2 a 0, mesmo placar do jogo de ida, em Curitiba. Viu um ex-clube se garantir na final da Copa Sul-Americana e o outro se afundar na crise. O Tricolor joga contra o América-MG, domingo, no mesmo estádio. Um empate salva os comandados de Marcelo Oliveira do rebaixamento para a Série B nacional. Em caso de revés, precisarão torcer para que outros resultados lhes sejam favoráveis na última rodada. O “coração valente” quer, no fim do ano, celebrar o livramento da queda carioca, a entrada do Furacão no G-6 do Brasileiro –enfrenta o Flamengo no sábado e seca o xará de Belo Horizonte – e o título do time da Arena da Baixada no segundo torneio mais importante da Conmebol.

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