Apresentado no SporTV, Paulo Nunes relembra final e exalta Felipão

Paulo Nunes já vestiu as camisas de Flamengo, Grêmio, Benfica (POR), Palmeiras, Corinthians, Gama, Al Nassr (ARA) e Mogi Mirim. Nesta quinta-feira (6), ele estreou oficialmente na nova casa, o SporTV. Em participação no programa Seleção SporTV, o “diabo loiro” foi “apresentado” por André Rizek, que recordou um curioso fato da decisão do Campeonato Brasileiro de 1996. Ao explicar a famosa simulação pré-jogo, o ex-atleta elogiou o técnico Luiz Felipe Scolari.

Patrick Monteiro
Repórter do Torcedores com passagens por: jornal O Fluminense (Niterói/RJ) e diário Lance. Comentarista e narrador na extinta Rádio Fluminense AM 540, onde apresentou os programas "Futebol Internacional" e "Jornada Esportiva". Ex-colunista do site Chelsea Brasil. Cobriu, in loco, a Copa do Mundo FIFA 2014, incluindo a grande final (Alemanha x Argentina), entre outros eventos, como Rio Open de tênis, Copa Brasil de Vela e Conmebol Libertadores.

Crédito: Reprodução/SporTV

Às vésperas da final, Felipão, então treinador do Grêmio, fez o lateral-direito Arce aparecer com uma bota de gesso na perna para chamar a atenção dos jornalistas que cobriam um treino do Tricolor. No entanto, o paraguaio foi para o jogo, assim como Paulo Nunes, que tinha presença incerta naquele duelo.

“Eu já sabia que iria jogar. O Felipão sempre usou isso”, disse o ex-jogador e, agora, comentarista de futebol, referindo-se à sua própria participação no confronto, antes de falar da situação do companheiro: “O Arce não tinha nada”, completou.

A estratégia de Felipão deu certo. Todos acreditaram na cena e cravaram, principalmente, a ausência de Arce no jogo que valia a taça. Paulo Nunes lembra do cenário que prevalecia naquela final. Para ele, era todos contra o Imortal.

“Era o lado direito do nosso time que a Portuguesa falava que tinha que marcar. A gente sabia que toda a imprensa do Brasil estava presente nos treinamentos lá (em São Paulo) para cobrir a Portuguesa, que, naquele momento, era a queridinha do Brasil. O Brasil inteiro estava torcendo para a Portuguesa”, recordou Paulo, que exaltou uma das virtudes do comandante campeão brasileiro daquele ano com o Grêmio e de 2018 com o Palmeiras.

“O Felipão, quando não tinha alguma coisa para mexer com a gente dentro do campo, ele criava. Eram fotos no vestiário, matérias que a imprensa colocava… Então, ele usava muito isso. Eu trabalhei com ele em clubes, e por muito tempo. Não conheço um treinador que saiba mexer tanto com a motivação do atleta. Ele tenta tirar o máximo, mais do que aquilo que o atleta pode dar. O Arce, naquele momento, não tinha nada. Eu tinha um problema no joelho, mas era aquele gelo que a gente fazia normal”, frisou.

Após perder no Morumbi, por 2 a 0, no dia 11 de dezembro de 1996, o Tricolor Gaúcho deu o troco, no Estádio Olímpico, quatro dias depois, vencendo a Lusa pelo mesmo placar. Como tinha a vantagem da igualdade por carregar a melhor campanha, o Grêmio levantou o troféu do Brasileirão. Paulo Nunes abriu o caminho para o triunfo, marcando o primeiro gol da partida em Porto Alegre, logo aos 3 minutos da etapa inicial. No fim, Aílton fechou a conta e garantiu o título.

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