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Genaro Marino se diz surpreso com documentos falsos da Blackstar e garante: “Se tem má-fé, não é da nossa parte”

Responsável por apresentar o interesse da Blackstar em patrocinar o Palmeiras, o ex-vice presidente e candidato à presidência, Genaro Marino, recebeu com surpresa a informação de que os documentos apresentados pela empresa eram falsos. Em entrevista ao Lance!, ele explicou a relação com Rubnei Quícoli, intermediário da negociação.

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

Crédito: Divulgação/Palmeiras

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Na verdade, recebemos uma empresa que nos mostrou documentação e certificado bancário e formalizamos essa oferta, mesmo sendo véspera de eleição e mesmo não sendo eleito, para passar para o clube em função dos volumes. Tínhamos a documentação da empresa e a carta de crédito e encaminhamos para o clube fazer Due Diligence (termo habitualmente em meios corporativos para a busca de informação sobre uma empresa). Ninguém procuraria um vice-presidente do clube oferecendo algo falso. Para mim, é uma surpresa. Vamos questionar a pessoa que nos apresentou a oferta para mostrar os documentos verdadeiros”, disse Marino.

Genaro Marino contou como conheceu Rubnei Quícoli, ainda quando o empresário demonstrou interesse em adquirir o Allianz Parque. “Ele já teve contato conosco quando estávamos próximos de inaugurar a arena e manifestou o interesse de adquirir a arena. Na época, falou com o Paulo Nobre, comigo e, inclusive, com o Maurício (Galiotte). Estávamos juntos. Agora, me procurou através do Paulo Nobre. Eu não me lembrava dele, já que nos falamos só uma ou duas vezes na vida. Ele apresentou a carta de crédito e documentos da empresa. Os detalhes deveriam ser discutidos e não tivemos tempo para isso. Recebemos os documentos nos dias 21 ou 22 de novembro, com os certificados bancários. Não temos como entender que isso está errado. Agimos de boa-fé.

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Sempre reforçando a boa intenção ao apresentar a carta da Blackstar, Marino se defendeu “Se recebo uma proposta e passo para o clube, vejo com otimismo pelo reconhecimento de que o clube merece boas propostas. Em uma época de mercado com todos passando chapéu para pedir dinheiro, você tem um patrocinador e ainda recebe uma proposta ainda mais vantajosa… Eles (gestão de Galiotte) conviveram conosco e sabem nossa posição, queremos sempre o Palmeiras na vanguarda. Se isso é problema… Também estou achando meia estranha essa história, vou pedir para que nos apresentou a proposta se justifique, porque fizemos de boa-fé e nos apresentaram documentos que nos fizeram pensar que valeria a pena seguir em frente com análise.”

Na carta, ainda colocamos que era “para apresentar os documentos pertinentes, para que, eventualmente, a critério dos responsáveis, seja estudada a viabilidade da proposta e dada continuidade às negociações”. Com certeza, agimos de boa-fé. Se tem má-fé, não é da nossa parte. É função do presidente analisar se está tudo correto. Que se faça a coisa certa. Sempre vamos exigir isso do presidente do Palmeiras, seja do atual, do passado ou do futuro”, destacou.

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Genaro Marinho disse que, à princípio, não pretende conversar com Galliotte sobre o assunto, mas comentou a possibilidade de ser punido.Nesta segunda-feira (17), o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, afirmou que o caso será discutido na quarta-feira.

É lógico que não (teme por uma punição). Ouvir uma proposta e apresentar para análise do clube é ser contra o estatuto?! Contra o estatuto são algumas das ações feitas por essa gestão. Mas, como a maioria do Conselho é da situação, é complicado levar ao Conselho se terão vantagem”, explicou Marino.

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Fábio Menotti/Divulgação

Em entrevista ao UOL Esporte, Seraphim Del Grande falou sobre a possibilidade de punir Marino. “Um diretor nosso vai explicar para todo Conselho o que aconteceu, em uma reunião na quarta-feira. Deve ter pedidos para que seja formada a sindicância com as pessoas que estejam envolvidas nesse caso.”

O Genaro trouxe a proposta um dia antes da eleição com assinatura dele. Depois ele mandou uma carta assinada pelo Genaro e pelo Rubnei. Tem uma testemunha que é um conselheiro. Eles ainda apresentaram o certificado do HSBC e vimos que o documento era falso. Um candidato apresenta uma proposta um dia antes da eleição tem uma responsabilidade”, completou.

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, garantiu nesta segunda-feira (17) que as negociações com a Blackstar estavam encerradas ao receber documentos comprovando que a empresa não tinha nenhuma garantia concreta e verdadeira para cumprir com o prometido na proposta de patrocínio.