Igor Julião lamenta força da homofobia no futebol: “Não adianta eu brigar nem comprar uma briga dessas”

Cada vez mais, determinados preconceitos no futebol passam a ser discutidos. Um deles é a homofobia. Em entrevista publicada nesta quarta-feira (12) no jornal Extra pelo repórter Rafael Oliveira, Igor Julião, lateral-direito do Fluminense, também falou a respeito do tema.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Lucas Merçon/Fluminense FC

Na reportagem, Rafael Oliveira não deixa de destacar o senso crítico de Igor Julião. Como grande reflexo da sociedade, o futebol não deixa de estar inserido em temas que norteiam a sociedade, como a homofobia. Sobre o assunto, o lateral-direito do Fluminense tem opinião formada: “É um lugar extremamente hostil para alguém da comunidade (LGBTQ) ou até mesmo para uma mulher trabalharem”, reconhece.

O atleta também reconhece sua fragilidade em relação ao cenário. “Não adianta eu brigar com as pessoas porque essa é a mentalidade do meio. Na posição em que estou hoje não vale a pena comprar uma briga dessas”, dispara. De acordo com a reportagem, ele se recorda de presenciar casos que envolvem homossexualidade em seus seis anos de carreira de futebol. E, posteriormente, também se lembra de presenciar atitudes que envolvem homofobia. “Falo por conhecer pessoas que são homossexuais e não podem se assumir com medo de perder o emprego e da torcida. Seja jogador ou outras pessoas que trabalham no futebol. Triste isso, né?”

Na entrevista, Igor Julião falou de outros diversos assuntos polêmicos. Política é um bom exemplo desse assunto. O lateral-direito foi eleitor declarado de Fernando Haddad. Nos dois turnos, votou usando uma camisa de Marielle Franco. Ele também relembrou a repercussão da foto no metrô após Fluminense x América-MG e contou a história por trás da imagem que viralizou nas redes sociais.

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