Mundial: O que aconteceu com os algozes de Galo e Inter? Eles jogarão na hora de River x Kashima

Na lista dos maiores vexames da história do futebol brasileiro certamente estão os Mundiais de Clubes de 2010 e 2013. Ninguém esperava que o Inter fosse eliminado pelo Mazembe antes de enfrentar a Internazionale de Milão, nem que, três anos depois, o Casablanca faria o raio cair sobre o Galo, que sonhava com a decisão contra o Bayern. Mas o que aconteceu com esses algozes depois disso? Como estão no momento? O Torcedores.com responde e avisa: eles vão entrar em campo neste sábado (22), simultaneamente a um dos jogos do Mundial 2018.

Patrick Monteiro
Repórter do Torcedores com passagens por: jornal O Fluminense (Niterói/RJ) e diário Lance. Comentarista e narrador na extinta Rádio Fluminense AM 540, onde apresentou os programas "Futebol Internacional" e "Jornada Esportiva". Ex-colunista do site Chelsea Brasil. Cobriu, in loco, a Copa do Mundo FIFA 2014, incluindo a grande final (Alemanha x Argentina), entre outros eventos, como Rio Open de tênis, Copa Brasil de Vela e Conmebol Libertadores.

Crédito: Divulgação/TP Mazembe/site oficial

Mazembe

Tout Puissant (Todo Poderoso) Mazembe é o nome do clube que levou a África mais longe mundialmente, quando o assunto é competições de times. Dono de 16 campeonatos nacionais e cinco taças do país, a agremiação não conta mais com o folclórico goleiro Muteba Kidiaba, aposentado em 2016 e hoje com 42 anos de idade. Revelado no AS Saint-Luc, onde ficou apenas um ano, ele defendeu por 15 temporadas o gol do pesadelo colorado.

Após a façanha, o clube faturou o título máximo da República Democrática do Congo seis vezes (em 2011, 2012, 2013, 2014, 2016 e 2017), além de três edições da Supercopa do país (2013, 2014 e 2016), duas Supercopas da África (2011 e 2016) e duas Copas das Confederações da África (2016 e 2017). Teve ainda mais uma Liga dos Campeões em 2015, quando voltou a jogar o Mundial, mas perdeu logo o primeiro compromisso (3 a 0 para o anfitrião Sanfrecce Hiroshima, do Japão), além do revés valendo o quinto lugar: 2 a 1 para o América do México.

Atualmente, lidera a Superliga, que é o principal troféu do RD Congo, com uma campanha quase impecável: 40 pontos em 15 partidas, sendo 13 vitórias, um empate e uma derrota, 36 gols marcados e seis sofridos. Triunfou os últimos três jogos por este certame. Neste sábado (22), às 11h (de Brasília), pouco antes da final entre Real Madrid e Al Ain (14h30) e pegando boa parte do tempo de River Plate e Kashima Antlers, que buscam o bronze a partir de 11h30, o Mazembe visitará o ZESCO United, pela Champions League 2018/2019 do continente. O duelo é o segundo do confronto da fase de qualificação para os grupos. Em casa, o “todo poderoso” venceu por 1 a 0.

Raja Casablanca

Do outro lado da moeda, o currículo do Raja Casablanca foi bem menos recheado no pós-Mundial de 2013. Em termos de títulos, foram duas celebrações: a UNAF Clube Cup da temporada 2014/2015 e a Taça das Confederações da África de 2018. O primeiro citado é um torneio só com clubes do Norte do continente, portanto dos seguintes países: Argélia, Egito, Líbia e Tunísia, além do próprio Marrocos.

Na liga nacional, o clube verde e branco vai assustando seus torcedores. Aparece apenas na 14ª colocação, sendo que 16 agremiações participam da primeira divisão marroquina. Como os dois últimos são rebaixados, o Raja é o primeiro fora da zona de descenso. Contudo, há uma informação para aliviar os simpatizantes do time: ele realizou somente sete jogos até o momento, enquanto que o FAR Rabat (15°) e o Chabab Rif Hoceima (16°) têm 11 e 12 partidas disputadas, respectivamente. O penúltimo acumula a mesma pontuação do Casablanca (12) e o lanterna soma dois pontos a menos. Na campanha do algoz do Atlético-MG são três vitórias, três empates e uma derrota, 13 gols a favor e cinco contrários. O líder Wydad, da mesma cidade e grande rival do Raja, está com 20 pontos em dez confrontos concretizados. Juntos eles fazem o “derby de Casablanca”.

Assim como o Mazembe, a equipe vai ao gramado neste sábado e também por uma competição continental, só que a Copa das Confederações da CAF (Confederação Africana de Futebol). Na ida, jogando diante da própria torcida, goleou: 5 a 0. Agora precisará apenas administrar no território do oponente, a partir de 12h30 (de Brasília), também abocanhando um pedaço do horário da batalha pelo terceiro lugar do Mundial, da mesma forma que o clube do RD Congo.

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