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Opinião: O basquete e o legado da família Sabonis

Quem acompanha o basquete internacional e está próximo dos 40 anos com certeza já ouviu falar de Arvydas Sabonis. O pivô lituano de 2,21 m  está no hall da fama do basquete e faz parte dos 50 maiores jogadores do basquete da FIBA.

Antonio Carlos Junior
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: NBAE

Profissional no basquete europeu desde seus 17 anos, Sabonis foi selecionado pelo Portland Trail Blazers em 1986, no Draft da NBA. Entretanto, o gigante permaneceu na Europa por mais dez anos antes de voar para os Estados Unidos e encantar os aficionados do basquete norte-americano.

Em seus sete anos na NBA, Sabonis apresentou números considerados discretos por aqueles que acompanham as estatísticas, mas seu jogo refinado e de classe era dos mais difíceis de ser marcado. Mesmo longe de seu auge físico ele era extremamente ágil e dominava o garrafão como ninguém. Os duelos entre Sabonis, já no fim de carreira, e Shaquille O’Neal, no auge físico e técnico eram exuberantes. No total, foram apenas 5629 pontos atuando na América, 12 de média por partida, e duelos memoráveis nos playoffs.

Em seus mais de 20 anos de carreira, Arvydas levantou nove troféus no basquete europeu e foi selecionado como melhor jogador em diversos campeonatos, além de ser escolhido quatro vezes como atleta do ano em seu país. Uma carreira brilhante de um dos maiores nomes do basquete.

Acontece que mais de dez anos após a aposentadoria de Arvydas, a NBA ganhou outro Sabonis. Dez centímetros mais baixo que o pai, Domantas Sabonis atuou por duas temporadas na universidade de Gonzaga antes de se aventurar no basquete mais competitivo do mundo.

Selecionado pelo Orlando Magic exatos 30 anos após o draft de seu pai, Domantas foi trocado para o Oklahoma City Thunder na noite do draft. Começou a temporada no banco e, embora tenha atuado em 81 das 82 partidas do Thunder, passou a temporada inteira sendo criticado pela falta de efetividade de seu jogo. Pouco antes de sua segunda temporada foi trocado, junto com Victor Oladipo, para o Indianda Pacers. O Thunder recebeu Paul George em troca.

A troca de ares fez bem e Domantas fez excelente temporada pelo Pacers, dobrou suas médias de pontos, rebotes e assistências e, aos 21 anos, foi peça importante do time que foi aos playoffs. Agora, em apenas sua terceira temporada, Domantas parece destinado a alçar voos ainda mais altos. Em 21 jogos, acumula médias de 15 pontos, 10 rebotes e 3 assistências, em apenas 25 minutos por jogo, além de converter 65% dos arremessos que faz durante os jogos.

É cedo para dizer, mas Domantas pode ser considerado para o prêmio de jogador que mais evoluiu em relação a temporada passada. A família Sabonis parece realmente saber como se joga basquete.