Opinião: Presentes de Natal: em tempos de crise, Vasco recebe só ‘lembrancinhas’

Esperando, mais uma vez, por um pacotão de Natal, com grandes reforços, como um ‘agrado do Papai Noel’, até agora, os presentes do Cruzmaltino têm-se mostrado pouco atrativos, digamos assim.

Luca Soares
Jornalista. Jornalismo no sangue, poesia na veia e Vascão no coração

Crédito: Reprodução/Twitter Bruno César é quase um presente de Natal

Os nomes, que chegaram como ‘presentes de Natal’, de Bruno César, Cláudio Winck, Ribamar, Danilo Barcelos e Raúl Cáceres, ainda não confirmados oficialmente, agradam mas não empolgam a torcida vascaína.

Bruno Cesar, que estava no Sporting (POR), rescindiu com o clube português, aceitou a proposta do Vasco e só falta assinar. No Brasil, seu último clube foi o Palmeiras, onde não deixou saudade.

Não vive um bom momento, era reserva em Portugal, mas é jogador importante. Um meia, canhoto e habilidoso, que pode perfeitamente se encaixar no meio campo vascaíno, que ficou ‘órfão’ desde a saída de Nenê para o São Paulo.

Cláudio Winck, que pertence ao Internacional mas estava emprestado ao Sport, chega ao Vasco da Gama também por empréstimo de dois anos. Caso negocie o jogador, o clube terá direito a 50% da negociação. Ou seja, é um ‘presente’ que pode aumentar seu valor.

Sobrinho de Luís Carlos Winck, campeão brasileiro com o Vasco em 1989, sua valoração aumenta porque vai ocupar uma das áreas mais carentes do time, a lateral direita. Foi discreto, mas teve boa passagem pela equipe de Pernambuco.

O atacante Ribamar, foi um pedido de Alberto Valentim, e, nesse caso, a torcida já sabe que, jogando bem ou mal, será titular do Gigante da Colina. É só lembrar do Fabrício, que, mesmo jogando mal e odiado pelo torcedor, com a chegada do treinador, ganhou a titularidade e não saiu mais da equipe.

Ribamar foi revelado pelo Botafogo, e logo depois de se profissionalizar, foi vendido para o Munique, da Alemanha, em 2016. No ano seguinte, veio para o Athlético e, em seguida, foi para o Ohod, da Arábia Saudita, antes de ir parar no Pyramidis (EGI), time que era treinado por Valentim.

Isso quer dizer que o jovem centroavante, 22, até o momento, não se firmou em lugar nenhum. Vai ficar emprestado, por dois anos ao Vascão, e a esperança dos cruzmaltinos é que o jogador desenvolva seu potencial em São Januário.

Com a lesão de Ramon e a desconfiança dos torcedores com Henrique, Danilo Barcelos, mais um dos ‘presentes de Natal’ que pouco encantaram a torcida,  vai atuar em outro setor bastante carente do Vasco, a lateral esquerda.

O lateral é mais um que estava emprestado à Ponte Preta, e, de novo, não será aproveitado no Galo, que o emprestou ao time carioca. Fez um Campeonato Brasileiro, da Série B, regular e, enquanto Ramon não volta, pode revezar com Henrique a ‘fatídica’ lateral esquerda.

Por fim, Raúl Cáceres, mais um emprestado ao Vasco, que deve disputar a posição com Winck, também chega no ‘pacotinho de Natal’ para a lateral direita. Teve boa atuação no Cerro Portenho (PAR), que não queria emprestá-lo, mas pesou o desejo de Cáceres de jogar no Vasco da Gama.

Enfim, a se confirmar esse ‘pacotinho’, até o fim do ano, as vindas de Leandro Castan e principalmente de Maxi López  é que devem ser consideradas como um ‘presente de Natal’ antecipado.

Sem desmerecer ninguém, mas as atuais contratações não se enquadram no quesito reforço de peso. Porém, como não é educado recusar presente, para compor elenco, está tudo certo.