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Rafael Traci vibra com prêmio Bola de Prata como melhor árbitro: “muito gratificante”

Pela primeira vez, o Prêmio Bola de Prata ESPN teve uma categoria destinada ao melhor árbitro do Brasileirão. E o primeiro a ser agraciado foi o paranaense Rafael Traci. Após receber o troféu “Apito de Ouro” em teatro na Zona Oeste de São Paulo, o corretor de seguros de 37 anos contou como é sua preparação às vésperas das partidas e vibrou com o reconhecimento de seu trabalho por parte da emissora.

Rafael Alaby
Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)

Crédito: Foto: Cesar Greco/Divulgação/Ag.Palmeiras

“Temos que estar nos preparando todos os dias, com ou sem escala. Com relação às escalas, a gente já começa estudar as equipes. É muito gratificante estar recebendo o prêmio como árbitro. Existem poucas premiações. Fico muito feliz com o reconhecimento do trabalho”, disse Traci, que também analisou o uso do VAR (Vídeo Assistant Referee) em jogos na fase final da Copa do Brasil.

“Achei bem válido, importante essa ajuda, vai trazer mais justiça aos resultados das partidas. Nós, em campo, às vezes tomamos a decisão em um ou dois segundos de uma certa câmera, vamos dizer. Hoje com o árbitro de vídeo podemos ter esse recurso, a alteração de uma marcação ou não equivocada e é de grande valia”, opinou.

“Com relação à Copa do Brasil trabalhei em quatro partidas e foi muito bom o trabalho por ser o primeiro (ano). Os vários treinamentos nos deixaram prontos para utilizar o recurso”, completou.

O maior marco de Traci em 2018 foi apitar o duelo entre Vasco x Palmeiras, há pouco mais de uma semana. O jogo em São Januário acabou decidindo o título a favor do time alviverde. E o árbitro mostrou felicidade por ter sido o sorteado para trabalhar na decisão do Brasileirão.

“Fico feliz pelo reconhecimento da comissão (de arbitragem), primeiramente por estar no sorteio de uma partida com esse grau de dificuldade. Graças a Deus nesse ano consegui uma regularidade muito grande, fazer jogos de alta dificuldade até com relação ao jogo que valeu o título”, encerrou.

Na série A em 2018, Traci foi o quarto árbitro com mais jogos (19). O paranaense assinalou 606 faltas, distribuiu 312 cartões amarelos e três vermelhos, anotou três pênaltis e com a ajuda dos assistentes marcou 52 impedimentos, segundo dados do Footstats.

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