Base do Avaí faz história ao ter a 1ª menina a jogar em um time masculino

O futebol feminino ainda engatinha no Brasil. O “país do futebol” ainda possui uma mentalidade machista, com poucas oportunidades para quem sonha se tornar uma jogadora. Felizmente o Avaí Futebol Clube age de forma diferente.

Flavio Souza
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: André Palma Ribeiro / Avaí

Um menino que queira aprender e desenvolver-se como jogador terá diversas opções de escolinhas ou categorias de base em clubes para dar seus primeiros passos.

Já para as meninas o problema é bem maior. Encontrar uma categoria de base é raro. E normalmente apenas para as jovens com mais de 14 anos, idade onde o ideal é que o jogador (a) já tenha seus fundamentos básicos desenvolvidos.

Felizmente, temos uma história interessante com uma garota que mostra novamente que lugar de mulher é onde ela quiser. A jovem Natália Pereira, de 9 anos de idade é a primeira menina a fazer parte da categoria de base de um clube brasileiro. A partir de 2019, ela integrará o elenco Sub-10 do Avaí, seu time de coração.

Em matéria para o site Dibradoras, chama atenção a dificuldade que a família teve para permitir que o sonho dela se tornasse realidade. Ela já tinha feito história ao brigar pela artilharia da Liga Metropolitana, em competição onde ela era a única menina entre 900 meninos, pelo ADIEE (Associação Desportiva do Instituto Estadual de Educação).

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Mesmo assim, não foi fácil para ela ter a primeira oportunidade. Os dirigentes do Avaí mostraram uma resistência para aceita-la em um primeiro momento, mas foram convencidos pelos pais da Natália e permitiram que ela passasse por uma semana de avaliação. Importante citar que a comissão técnica avaliou a jogadora como qualquer atleta, deixando claro que ela não deveria ser beneficiada.

O treinador do sub-10, Lucas Colturato, vê um grande potencial na jogadora, já tendo visto jogos anteriores e percebendo que a parte técnica dela está muito avançada para a idade.

Vale citar que os novos companheiros de time abraçaram esta novidade. Apesar de estranhar no começo, se renderam a qualidade da Natália.

Com apenas 9 anos, ela não tem noção do que representa este feito. E nem precisa. Ela precisa ir atrás do seu sonho, independente de se tornar ou não uma atleta profissional.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

O que é importante é parabenizar o time do Avaí pela oportunidade, por abrir as portas. E que daqui alguns anos, isso deixe de ser novidade. Seja algo rotineiro. Para que o futebol possa realmente ser um lugar de inclusão social, independente de raça, gênero ou opção sexual.

Afinal, nunca será só futebol.

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