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Claudio Aquino: o meia de dois jogos e um processo milionário contra o Fluminense; entenda

Em 2016, o Fluminense contratou o meia argentino Claudio Aquino, vindo do Independiente. O jogador esteve em campo apenas duas vezes, totalizando 105 minutos. Agora, ele move um processo milionário contra o tricolor carioca.

Gabriel Girardon
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Claudio Aquino em apresentação no Fluminense, em 2016 (MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)

Claudio Aquino chegou ao Fluminense em 19 de julho de 2016. O meia não agradou o então técnico da equipe, Levir Culpi. Com isso, disputou apenas dois jogos pelo Tricolor no Brasileirão daquele ano. Um total de 105 minutos em campo.

Porém, irregularidades por parte do Fluminense fizeram o jogador abrir um processo de R$ 1,2 milhão contra o clube. O descumprimento do contrato e falhas na liberação dele, supostos problemas debatidos na Justiça, são os motivos da ação.

A cobrança está sendo analisada na 31ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, a cargo da juíza Cristina Almeida de Oliveira. Uma audiência está marcada para o dia 9 de maio. A expectativa é que a sentença seja decretada ainda em 2019.

Entenda o caso

Em 2016, o Fluminense fez uma proposta por um ano de empréstimo de Claudio Aquino junto ao Independiente. Os valores seriam de US$ 100 mil (R$ 328 mil) em luvas e salário anual de US$ 500 mil (R$ 1,6 milhão).

As partes estabeleceram a cotação do dólar em R$ 3,26, com variações no câmbio da época. No entanto, os problemas começaram, evidenciando as deficiências administrativas e financeiras do Fluminense.

Segundo os advogados do atleta, o valor salarial apresentado foi menor que o oferecido na proposta. O valor, convertido para o real, era de R$ 136 mil. O Fluminense ofereceu, pelo vínculo de 22/07/2016 a 17/07/2017, R$ 111.964,80 por mês. Uma diferença de R$ 24.701,86 em relação à proposta.

Em 2017, já com Abel Braga no comando, o Tricolor não desejava contar com Aquino. Assim, acertou-se o empréstimo ao Belgrano, da Argentina. O vínculo registrado na AFA tinha validade de 12/01/2017 a 30/06/2018.

No entanto, os advogados alegam que o jogador retornou ao Fluminense em 1º de julho de 2017. Até o término do vínculo com o clube carioca, ou seja, mais 17 dias, ele não recebeu remuneração. Além disso, ele também não teria recebido no início de janeiro, antes do empréstimo ao Belgrano.

A saída de Aquino do Flu para o clube argentino, segundo seus representantes, significou uma redução salarial. De volta ao seu país, o jogador recebia pouco mais de R$ 20 mil – valor convertido para o real. Em relação ao salário no Brasil, a diferença é de mais de R$ 90 mil.

Na única decisão proferida até o momento, a juíza Cristina Almeida de Oliveira negou a antecipação de tutela solicitada por Aquino. O jogador desejava sacar o valor depositado no FGTS, mas ela entendeu não haver prova inequívoca de dispensa sem justa causa.

Veja os valores pedidos por Aquino ao Fluminense

  • Férias, 13º e FGTS sobre luvas recebidas: R$ 52.215,13.
  • Férias, 13º e FGTS sobre imagem recebida: R$ 179.560,19.
  • Redução salarial entre 12/01/2017 e 30/06/17 (empréstimo ao Belgrano): R$ 620.521,60.
  • Verbas rescisórias de Férias, 13º e FGTS: R$ 199.426,68.
  • Multa por descumprimento da CLT: R$ 208.533,55.
  • Total: R$ 1.260.077,15.

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