Criminosos, ladrões, corruptos, mafiosos: autor de livro sobre o FIFAGate dispara contra dirigentes da FIFA

Autor do livro “Red Card: How the U.S. Blew the Whistle on the World’s Biggest Sports Scandal” (em tradução livre, “Cartão Vermelho: Como os EUA Revelaram O Maior Escândalo Esportivo Mundial”), Ken Bensinger concedeu entrevista à repórter Danielle Brant, da Folha de S. Paulo. Na entrevista, ele não poupou críticas a algumas figuras carimbadas do caso FIFAGate, que envolve a alta cúpula da FIFA.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: Twitter/Reprodução

Chama a atenção os adjetivos usados por Ken Bensinger para falar de cada um dos nomes citados. O primeiro a ser citado foi Chuck Blazer, logo taxado de corrupto. Depois, descobriu-se que ele era um dos informantes a respeito do FIFAGate.

Quem recebeu uma série de descrições negativas foi Ricardo Teixeira. “Criminoso vulgar e ganancioso”, “trairia qualquer um para se salvar”, “mal intencionado”, “gângster”, “ladrão”, “intimidador” e “arrogante” foram as alcunhas dada para o brasileiro. Julio Grondona, presidente da AFA (Associación de Futbol Argentino, que comanda o esporte na Argentina), também foi chamado de “mafioso”.

Na entrevista, outros nomes também são citados, cada qual com a história do envolvimento com o FIFAGate. José Maria Marin, Marco Polo del Nero, Nicolás Leoz, Jeffrey Webb, Chuck Blazer, Jack Warner, Alejandro Buzarco, J. Hawilla, Joseph Blatter e Gianni infantino também recebem menções.

Para a repórter da Folha de S. Paulo, Bensinger também falou sobre a publicação de Red Card no Brasil. Ou melhor, a não publicação, com uma pendenga misteriosa com a Globo Livros. Outro assunto discutido foi a própria FIFA. Para Ken, a entidade é “alérgica à luz e não abre nada do que faz” para o grande público.

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