Opinião: os cinco boxeadores mais populares e vitoriosos do Brasil

Ao longo dos anos, alguns boxeadores caíram nas graças e são sempre lembrados por todo o Brasil devido a superação e garra

Rubens Melo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Crédito da foto: Divulgação

Ao longo dos anos, o boxe foi ganhando cada vez mais popularidade no Brasil, onde seu auge começou nos anos 50. Alguns lutadores ficaram marcados para muitos, tanto pelos bordões de TV,  quanto por sua destreza nos combates, suas campanhas históricas, seus apelidos memoráveis e sua origem humilde que, através do boxe, conseguiram vencer na vida.

Separamos então cinco boxeadores que estão sempre na memória dos brasileiros, sejam eles apreciadores natos do boxe ou apenas espectadores menos frequentes, mas que, com certeza, lembram de toda a repercussão destes atletas.

Éder Jofre

Imensamente respeitado no mundo do boxe, Éder Jofre surgiu nos início dos anos 60, onde bateu o mexicano Eloy Sanchez e sagrou-se campeão mundial no peso galo, ostentando o cinturão até o ano de 1965 quando foi derrotado pelo japonês Masahiko Harada em duas oportunidades.

Após as derrotas, Éder deu uma pausa em sua carreira e só retornou nos anos 70, mas desta vez pela categoria peso pena e foi novamente campeão mundial em 1973.

Sua aposentadoria veio no ano de 1976 e, até então,  é considerado o maior boxeador brasileiro da história, com o retrospecto de 76 vitórias e 2 derrotas – estas então para o japonês Masahiko Harada.

Acelino “Popó” Freitas

Este talvez é o mais lembrado pelos brasileiros, onde o apelido “Popó” geralmente é atribuído para pessoas mais “exaltadas”. O fato é que a carreira do baiano Acelino Freitas, com certeza, é uma das mais lembradas e contadas no Brasil por suas conquistas.

Tetracampeão mundial atuando por duas categorias, o rapaz de origem humilde na periferia de Salvador detém o incrível recorde de 29 vitórias seguidas por nocaute. Após se profissionalizar, Popó obteve seu primeiro título em 1999, vencendo o WBO (Organização Mundial de Boxe, em inglês) após vir de incríveis 20 vitórias seguidas por nocaute em seu cartel. Conseguiu a vitória de número 21 ao vencer o ucraniano Anatoly Alexsandrov na categoria peso pena.

Depois de novamente vencer e unificar os títulos vencendo o WBA (Associação Mundial de Boxe, em inglês), em 2002, Popó decidiu buscar novos desafios e subiu sua categoria, onde obteve mais dois títulos da WBO, dessa vez na categoria peso leve.

Em 11 anos como profissional, Popó obteve 38 derrotas e apenas 2 derrotas, além da incrível marca das 29 lutas seguidas vencidas por nocaute.

Adilson “Maguila” Rodrigues

Até mesmo por aqueles que nunca tiveram a oportunidade de assistir uma luta dele, Maguila é sempre lembrado por suas histórias atreladas ao seu jeito único e sua forte personalidade.

Maguila foi o símbolo da popularização do boxe no Brasil como esporte de massa dos anos 80, graças ao investimento do então diretor de esportes do canal de televisão Rede Bandeirantes, Luciano do Valle .

Campeão de todos os títulos sul-americanos na categoria peso-pesado, Maguila é também lembrado pelas lutas nas quais saiu derrotado pelos emblemáticos Evander Holyfield e George Foreman, mas, mesmo assim, manteve o lutador não só no cenário mundial do esporte na época, como também na memória dos brasileiros.

Maguila se aposentou no ano de 2000, após ser derrotado por nocaute por Daniel Frank. O boxeador terminou sua carreira com 77 vitórias, sendo 61 por nocautes e sete derrotas.

Robson Conceição

Após o auge de Popó, mais um baiano surgiu para fazer história no boxe brasileiro. Briguento desde criança, Robson batalhou desde pequeno, onde sempre ajudou sua avó e fez bicos, mas acabou encontrando no esporte uma forma de “entrar nos trilhos” e vencer na vida.

Sendo o único ainda em atividade desta lista, o ouro olímpico nas olimpíadas de 2016 foi a principal recompensa diante de todo o esforço e dedicação do boxeador que disputava a categoria peso-ligeiro.

Após a conquista inédita do ouro no boxe para o Brasil, Robson se profissionalizou e,  até então, está invicto na categoria super pena e acumula, atualmente, uma sequência de dez vitórias seguidas.

Servilio de Oliveira

Foi o primeiro medalhista olímpico na modalidade. Servílio de Oliveira seguiu os passos do renomado Eder Jofre e, após sua profissionalização, venceu o torneio sul-americano da categoria.

Infelizmente ao ir disputar o mundial, um acidente fez com que Servílio tivesse um descolamento na retina, o que lhe afastou por cinco anos do boxe e o impediu de almejar planos maiores dentro do esporte.

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