Com contratação de Cristiane, São Paulo anuncia volta do time feminino profissional

São Paulo voltará a ter futebol feminino em 2019. O anúncio veio com a contratação da atacante Cristiane na manhã desta segunda-feira (14). O clube não tinha atividades profissionais com atletas mulheres desde 2015.

Juvenal Dias
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Site/São Paulo. O dia 14 de janeiro ficou estipulado dia oficial do futebol feminino no Tricolor

Pelo bem ou por mal, ao poucos os times vão se adequando à uma nova realidade no que diz respeito a futebol feminino. Hoje, o São Paulo anunciou a volta de um time profissional com o anúncio de Cristiane, atacante que defendeu a seleção brasileira e diversos clubes importantes, como PSG. Cristiane é o primeiro nome conhecido da equipe. A ideia é mesclar contratações com valores vindos da base e jogadoras que estiveram nas avaliações abertas, realizadas em outubro do ano passado.

São Paulo retomou o projeto de futebol feminino em 2017. Com parceria com o Centro Olímpico, criou o time de base sub-17. As atletas tinham idade sub-15, mas venceram três competições: Campeonato Paulista, Copa de Desenvolvimento da CONMEBOL e Fiesta Sudamericana de la Juventud. Em 2018, assumiu as rédeas do projeto solo e venceu mais dois torneios.

Com este anúncio,o clube também cumpre as exigências da CONMEBOL para participar da Libertadores deste ano. Esta era uma questão pendente para o Tricolor, assim como ainda é para Palmeiras e Cruzeiro. A entidade pede que os clubes tenham futebol feminino em categorias de base e profissional.

A primeira vez que o Tricolor teve futebol feminino foi em 1997. Na época, disputou e venceu o Campeonato Paulista, contando com jogadoras históricas dentro do cenário mundial. Nomes como Sissi, Kátia Silene e Formiga vestiram a camisa são-paulina. Manteve as atividades até 2001. Depois de um hiato de 14 anos, o clube teve uma temporada curta de participação em campeonatos. A tendência é a continuidade daqui para frente. Já que é uma das exigências da CONMEBOL para que os clubes possam disputar a Libertadores ou Sul-Americana. Mais do que isso, é uma obrigação social pensar em oportunidades iguais para os gêneros, é ajudar mais gente na formação como cidadão ter o esporte como base.

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