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Gustavo Geladeira revela que Luxa incentivava consumo de álcool no Flamengo: “Se não beber, não vai jogar no meu time”

Com um monitoramento constante dos clubes, os jogadores de futebol possuem raros momentos para desfrutar de uma folga, quase sempre acompanhada de bebidas alcoólicas. Porém, o zagueiro Gustavo Geladeira revelou que durante sua passagem no Flamengo, a situação era bem diferente.

Bruno Romão
24 anos, jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba, amante da escrita, natural de Campina Grande e um completo apaixonado por futebol. Contato: bruno.romao.nascimento@gmail.com

Crédito: Reprodução

Enquanto Vanderlei Luxemburgo comandava Flamengo, entre 2010 e 2012, ocorria justamente o contrário dos dias atuais. O zagueiro Gustavo Geladeira, que teve Luxa como seu técnico durante seu período na Gávea, revelou que o treinador liberava o consumo de bebidas alcoólicas e chegou a “cobrar” sua participação em uma bebedeira feita em um churrasco.

“Uma vez teve um churrasco para o time na casa dele, uma cobertura. Estava rolando uma cervejinha, e a maioria do pessoal bebia. Estava passando a cerveja e eu só olhando. Eu tinha acabado de chegar no clube e estava doido para tomar uma, mas estava dando aquela segurada (risos)”, 

“Daí o Luxa veio ver se estava faltando alguma coisa e me perguntou: ‘Ô negão, você não bebe?’. Eu respondi: ‘Não, professor’. Ele respondeu: ’Se você não beber, não vai jogar no meu time!’ (risos). Daí o pessoal caiu na risada e o garçom começou a trazer cerveja pra mim. Não teve jeito, né? (risos). Bebi um pouco. Nem estava querendo, né? (risos)”

“Com o Luxa, sempre tinha churrasco para os jogadores e era muito bacana. Unia a rapaziada e rolava muita resenha”, lembrou o zagueiro em entrevista à “ESPN”.

Gustavo também relembrou outro episódio marcante durante sua passagem pelo Flamengo.

“Teve uma história que me marcou muito. Foi em Curitiba. Estava muito frio, e havia vários torcedores dormindo na porta do nosso hotel. Um deles tinha viajado mais de 600 km com filho só para ver a gente. Ele não tinha condição nem de comprar ingresso para o jogo, mas foi lá nos ver”,

“Sempre que eu podia eu acenava ou dava um tchau para eles, que ficavam muito felizes. Isso me marcou demais. O Flamengo é uma entidade muito grande. Eu adorava ter contato com os torcedores. Um abraço, uma foto ou um autógrafo são coisas que eles nunca esquecem”, completou emocionado.

Além disso, o zagueiro relembrou a convivência com Kaká, com quem atuou no Orlando City.

“Ele me ajudou muito nos Estados Unidos, porque eu não sabia falar nada de inglês, então ele me traduzia tudo (risos). Eu não gostava de fazer gelo, mas ele me obrigava a fazer gelo com ele sempre. A gente ficava conversando depois do treinos na resenha (risos). Como eu ia falar não para o homem?”

Possuindo contrato com o Boavista, Gustavo disputará o Campeonato Carioca de 2019 pelo clube de Saquarema.

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