Opinião – The Strongest-BOL 1 x 1 Libertad-PAR: Golaço de Álvarez, vantagem paraguaia em La Paz

O Libertad-PAR encontrou a liberdade, nas alturas de La Paz, com o golaço de voleio de Álvarez. Tento que garantiu um empate honroso, no tradicional Estádio Hernando Siles, por 1 a 1 contra o The Strongest. A importância aumenta quando se analisa o duelo desigual por natureza, devido à falta de oxigênio.

Fábio Dias
Jornalista formado pela Universidade Nove de Julho, com especialização em Jornalismo Esportivo pela Cursos Prado.Os 140 caracteres do Twitter não estavam sendo suficientes para analisar todos os jogos que o autor acompanha durante a semana. O mundo é uma bola, nada mais justo do que este perfil retratar todas as nuances do esporte mais sensacional que já inventaram. Análises táticas, técnicas e históricas sobre os campeonatos do Brasil e do Mundo, com olhar crítico, aqui no Torcedores.

É, no mínimo, curioso ver Pablo Escobar, jogador que passou por Ponte Preta, Mirassol, Santo André, Botafogo-SP entre outros tantos times, como técnico. O maior artilheiro da história do The Strongest, desde o começo do ano, é quem assina a súmula da equipe.

Seu perfil de comando é mais participativo. Fica em pé durante o jogo inteiro. Seja para cobrar. Seja para orientar. Ou mesmo torcer para que as jogadas deem certo.

Escobar mandou a campo uma escalação tradicional, no 4-4-2. Dois meias, Rudy Cardoso e Dani Cure, que têm o hábito de trazer a bola para o meio e chutar. Quase sempre. Faltou técnica para construir as jogadas.

Aliás, o Tigre não fez muito mais do que arriscar de fora da área. Queria aproveitar a questão do ar rarefeito dos 3.640m de altura. Fator que tira a resistência da bola e a deixa mais veloz. Além de testar o tempo de reação de Martín Silva, goleiro ex-Vasco que protagonizou lances importantes. O bom posicionamento do arqueiro uruguaio garantiu que o resultado fosse dilatado. Certamente o nome do jogo.

Porque o Libertad se portou como poderia. Ou deveria. Até exagerou na correria nos minutos iniciais. Depois, foi obrigado a dosar as investidas ao ataque, deixando o experiente centroavante Óscar Cardozo, de 35 anos, isolado.

Só ele não tinha função defensiva no 4-1-4-1 armado por Leonel Álvarez. Destaque para o meio-campista Blas Cáceres, canhoto responsável por dosar o ritmo a ser adotado pelo time paraguaio.

Mas a equipe paraguaia ficou muito retraída na volta do intervalo. Sem conseguir sair da defesa. A bola batia e voltava. E a marcação ia afrouxando com o passar do tempo. Pelo desgaste físico.

Momentos-chave da partida

Bastou uma finalização com desvio para mudar o placar da partida. Os aurinegros de La Paz abriram o placar em chute de fora de Marwin Bejarano. Lucena, na ânsia de cortar, tirou seu goleiro da jogada. 1 a 0.

E o cenário parecia catastrófico para o Libertad. Porque era preciso buscar o empate, sem desguarnecer a defesa. Tarefa inglória.

Eis que surge uma bola parada. Para equilibrar um jogo que já começou desigual pelas condições adversas de se jogar em um ambiente hostil como o da altitude.

Pelo alto, um escanteio mal cortado virou obra-prima. Na bola dominada no peito e finalizada, de voleio, na gaveta. Assinatura de Martínez. 1 a 1.

Empate paraguaio em jogo que, no geral, era para pelo menos 2-0 pró-The Strongest. Placar que dá todas as condições ao Libertad definir a classificação, em casa, na próxima quarta-feira, em Assunção.

Importante lembrar que o vencedor deste confronto encara, na 3ª fase prévia da Libertadores, o vencedor do duelo entre Deportivo La Guaira-VEN e Atletico Nacional-COL. O classificado entra no grupo H, com Grêmio, Rosario Central-ARG e Universidad Católica-CHI.