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5 centroavantes carrascos da seleção brasileira que nunca venceram uma Copa do Mundo

Ao longo da história, vários craques foram carrascos de eliminações da seleção brasileira. porém, há também jogadores pouco lembrados, mas não se intimidavam diante da amarelinha e deixaram suas marcas na história

Rubens Melo
Jornalista Esportivo colaborador do Torcedores.com. Paraibano, 26 anos. Apreciador de futebol - seja ele bem ou mal jogado, jogos eletrônicos e vários outros esportes.

Crédito: Acervo pessoal/Facebook

A seleção brasileira de futebol, sem dúvida, tem muito respeito no cenário mundial do esporte. Mesmo com o fatídico 7 a 1 em casa na Copa do Mundo de 2014, a seleção pentacampeã do mundo ainda é referência com o grande leque de craques. Com isso, alguns jogadores buscando mostrar seu futebol dedicam-se ao máximo ao enfrentar seleção canarinho, e alguns desses jogadores até têm histórias interessantes, mesmo sem tanta badalação e sem nunca terem enfrentado o Brasil em uma Copa do Mundo. Confira a lista de cinco jogadores que mesmo sem títulos mundiais já aprontaram pra cima da seleção brasileira.

Ángel Romano – Uruguai

O primeiro carrasco da seleção brasileira e, até então, o jogador que marcou mais gols contra a seleção brasileira com seis gols em três jogos, o uruguaio Ángel Romano foi um verdadeiro carrasco brasileiro no início do futebol, onde o Brasil não tinha nem pouco da sua reputação de hoje em dia, na época em que o futebol não era nem de longe um esporte popular.

Os três jogos ocorreram entre 1917 à 1921, onde o Uruguai venceu pelos placares de 4 a 0, 6 a 0 e 2 a 1, todos com dois gols do atacante uruguaio, todos em jogos amistosos.

Ángelo Romano teve em seu currículo a conquista dos Jogos Olímpicos de 1924, na França, onde fez parte da famosa Celeste Olímpica. Foram 68 jogos com a camisa do Uruguai com 28 gols marcados. Faleceu 22 de agosto de 1972 aos 78 anos.

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Tore Flo – Noruega

Por quatro vezes a seleção brasileira enfrentou a Noruega na história, e em nenhuma dessas saiu vitoriosa. Com o retrospecto de dois empates e duas derrotas, o centroavante Tore Flo foi um dos responsáveis diretos por este tabu, pois nas duas oportunidades que enfrentou o Brasil, contribuiu diretamente com as duas vitórias norueguesas. Na primeira partida, vitória por 4 a 2, em um amistoso no ano de 1997 realizado em Oslo, capital da Noruega; e a outra na fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, na França, com uma virada épica que garantiu aos noruegueses a classificação para as oitavas de final da competição após a vitória por 2 a 1.

Diante do Brasil, O clássico centroavante de 1.95cm marcou três gols e deu duas assistências, além de sofrer um penalti que resultou em mais um gol dos noruegueses, colocando-o na memória dos brasileiros como um dos principais responsáveis pela manutenção do tabu norueguês diante da seleção brasileira.

Jogando pela seleção norueguesa, foram 76 jogos e 23 gols. Tore Flo encerrou sua carreira no ano de 2012 e atualmente faz parte da comissão técnica das categorias de base do Chelsea, clube por onde passou em sua carreira profissional.

Borgetti – México

Conhecido como El Zorro del Desierto, o centroavante mexicano Jared Borgetti também marcou época na seleção mexicana e com certeza está nas lembranças dos torcedores brasileiros.

Em uma época de muitos triunfos mexicanos diante do Brasil, o retrospecto de Borgetti em cinco jogos contra o a seleção canarinho é um tanto curioso: foram três vitórias, um empate e uma derrota; sendo essas três vitórias por 1 a 0, todas com gol de Borghetti, fazendo dele um carrasco um tanto quanto curioso da seleção brasileira.

Acervo pessoal/Facebook

Com 1.82cm, o que não é considerada uma altura ideal para um camisa 9, Borgetti jogou sua carreira quase toda no México, e tinha como principal característica seu posicionamento aliado ao fortíssimo fundamento de cabeceio, que lhe proporcionava fazer os seus muitos gols em toda sua carreira.

Borgetti encerrou sua carreira no ano de 2010, e até então é o maior artilheiro da história da seleção mexicana, com 46 gols em 89 jogos. Hoje em dia, o ex-atacante atua com comentarista esportivo na ESPN do México e também participa do programa de televisão mexicano Fútbol Picante.

Emílio Baldonedo – Argentina

O ano de 1940 foi sem dúvida um dos piores anos da seleção brasileira. Neste ano, a seleção canarinho enfrentou os hermanos em cinco oportunidades, sendo uma vitória para o Brasil, um empate e três vitórias para os argentinos – todas elas goleadas por 3 a 0, 6 a 1 e 5 a 1. Dos cinco jogos, Baldonedo marcou em quatro, e se tornou até então o argentino que mais marcou gols contra a seleção brasileira.

Baldonedo jogou por praticamente toda sua carreira pelo Huracán, e na seleção disputou apenas seis jogos e marcou sete gols – incrivelmente, quatro deles contra o Brasil. O atacante se aposentou do futebol no de 1947 e faleceu no dia 31 de maio de 1999, aos 82 anos.

Norberto Mendez – Argentina

Mais um argentino na lista, desta vez o atacante Norberto Mendez – conhecido também como Tucho, considerado um dos melhores jogadores da Argentina da história.

Mendez foi algoz do Brasil nos anos de 1945 e 1946 nas vitórias por 3 a 1 e 2 a 0, respectivamente. O detalhe é que o atacante foi o autor dos cinco gols argentinos somando as duas partidas, sendo um dos maiores artilheiros contra a seleção brasileira junto do também argentino Baldonedo.

Em sua carreira pela seleção argentina, anotou 19 gols em 31 jogos. Norberto Mendez deixou os gramados no ano de 1958 e faleceu no dia 22 de junho de 1998, em Buenos Aires.

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