All-Star Game da NBA: Oscar Schmidt relembra a sua grande atuação no Jogo das Estrelas

A lenda do basquete brasileiro contou, com exclusividade, como foi a experiência de participar do evento norte-americano em 2017 e explica o motivo de ter recusado jogar na NBA.

Arthur Fernandes
Apaixonado por esportes, Arthur Fernandes nasceu na cidade do Rio de Janeiro e tem 4 anos de experiência em jornalismo esportivo. Em suas horas vagas, Arthur costuma aprender novos idiomas para melhorar a sua comunicação. Além disso, o mesmo é torcedor fanático do Orlando City (futebol) e do SESC RJ (vôlei).

Crédito: (Getty Images)

No próximo domingo (17), acontecerá o Jogo das Estrelas da NBA (Associação Nacional de Basquete; na sigla em inglês). A partida entre o time de Giannis e LeBron será disputada em Charlotte, nos Estados Unidos, às 22 horas (horário de Brasília). Portanto, em entrevista exclusiva ao “Torcedores”, Oscar Schmidt relembrou a sua participação na edição de 2017.

Oscar Schmidt demonstrou ser um jogador talentoso muito cedo e ao longo do tempo tornou-se uma lenda do basquete. Oscar bateu uma série de recordes durante toda a sua vida profissional, como por exemplo: recordista mundial de pontuação (49.737 pontos), jogador de basquete com mais participações em Olimpíadas (5 edições), maior cestinha da história da seleção brasileira (7.693 pontos) e entre outros recordes. Foram muitas conquistas individuais.

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Entretanto, Schmidt nunca disputou a NBA (Associação Nacional de Basquete; na sigla em inglês). Hoje em dia, a diferença do reconhecimento de um atleta que disputa uma liga na Europa para quem joga na NBA ainda é enorme. A liga norte-americana sempre teve um desempenho dentro e fora de quadra superior às outras ligas espalhadas pelo mundo. Porém, o ex-atleta brasileiro recursou pelo menos duas propostas oriundas da liga de basquete mais famosa do planeta. O primeiro convite foi do New Jersey Nets (atualmente; Brooklyn Nets) em 1984 e o segundo após as Olimpíadas de 1992.

Um dos motivos para a rejeição foi o fato de, até 1989, o COI (Comitê Olímpico Internacional) não aceitar atletas profissionais em seus campeonatos. Apenas atletas amadores de basquete estavam aptos para jogar. No momento que Oscar fosse para os Estados Unidos, o mesmo seria considerado um jogador profissional e não poderia defender a seleção brasileira.

“Não me arrependo de forma alguma. Faria tudo igual novamente. Eu recusei essa proposta porque na época, se você jogasse pela NBA, nunca mais poderia defender a seleção e isso, para mim, era inconcebível. No Brasil, temos uma afinidade muito grande com a nossa seleção; o jogador respeitado é aquele que respeita a seleção de seu país. Então, não me arrependo de forma alguma da minha decisão”, disse Oscar Schmidt em entrevista exclusiva ao “Torcedores”.

Porém, após aproximadamente 30 anos destas propostas, Oscar entrou em quadra pela NBA em 2017. O ex-jogador brasileiro foi convidado pela liga estadunidense para participar do Jogo das Estrelas, em Nova Orleans, nos Estados Unidos onde foi homenageado e tratado pelos americanos como uma lenda.

“Foi uma coisa de outro mundo. Um negócio diferente. Começa que em conjunto veio uma baita homenagem do Brooklyn Nets, né? Imagina, nunca joguei oficialmente lá e me fazem uma camisa comemorativa? Isso é um negócio incrível! A experiência de estar ali, jogando em quadra, foi muito gratificante. Mas, agora chega. Nada mais de jogo mesmo. Me aposentei de vez”, afirmou Schmidt.

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt defendeu o time Leste na partida. O mesmo começou o jogo como reserva e, aos poucos, entrou em quadra. Entretanto, a pontaria do brasileiro estava em dia. Ele acertou todos os seus arremessos durante o jogo festivo. Um momento nostálgico para os fãs do esporte.

“Tudo que eu tinha para treinar, eu treinei durante a minha carreira como jogador. É claro que para o jogo eu treinei um mês direto durante algumas horas por dia. Se não tivesse treinado, não teria entrado nenhuma. Sem treino não tem acerto, sempre disse isto e ainda acredito nisto. Mas, é só isso. Não treino regularmente. Imagina, voltar a treinar depois de tantos anos é dureza. O corpo não responde da mesma forma”, contou Oscar Schmidt ao “Torcedores”.

O resultado daquela edição foi favorável para o ex-atleta, afinal, ele foi fundamental para a vitória do time Leste por 88 a 59 sobre a equipe Oeste.

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