Bolsonaro indica dois militares ex-profissionais da CBF para governo, diz blog

Iniciado no último dia 1º de janeiro, o governo do presidente Jair Bolsonaro prega uma renovação completa na política. Alguns nomes ligados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), aparentemente, estão no estilo desejado pelo eleito. Ao menos dois cargos importantes relativos ao esporte são ocupados pelo profissionais que integravam, antes, a cúpula da entidade que organiza o esporte bretão no Brasil. Ambos são ligados a José Maria Marin, preso pelo escândalo FIFAGate, e Marco Polo del Nero, impedido de sair do país por ser procurando por órgãos internacionais. Ambos, por sinal, são militares de carreira.

Willian Ferreira
Colaborador do Torcedores.com e contador de histórias do esporte.

Crédito: CBF/Divulgação

O primeiro dos nomes ligados à CBF que conseguiu emprego no governo de Jair Bolsonaro é Ronaldo Lima. Ele será o responsável pelo futebol na Secretaria Nacional do Esporte. Na CBF, ele atuou como chefe do departamento de futebol feminino. Antes de integrar a base governista, era coordenador das categorias de base do Santos. Embora o jornalista Demétrio Vecchioli, no blog Olhar Olímpico, tenha cravado o nome do coronel reformado, a nomeação ainda não foi ratificada.

O outro nome é o de Aristeu Leonardo Tavares. Novo coordenador-geral da defesa dos direitos do torcedor, ele também terá responsabilidades na área da segurança. Ex-árbitro, ele é coronel da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Entre 2012 e 2013, comandou a Comissão de Arbitragem da CBF.

As informações foram levantadas pelo jornalista Marcel Rizzo, em seu blog no portal UOL. Dados das gestões de José Maria Marin e Marco Polo del Nero foram publicados em um livro de repercussão internacional. No Brasil, porém, uma empresa do grupo Globo comprou os direitos e não lançou a publicação.

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