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No dia da ressaca, veja jogadores que tiveram problemas com o álcool

Ressaca é a resposta do organismo alertando que o corpo está intoxicado pelo álcool e, dia 28 de fevereiro é comemorado o dia da ressaca no Brasil. O Torcedores.com relembra aqui alguns jogadores que tiveram problemas com a bebida alcoólica no decorrer de suas carreiras, confira:

Antonio Carlos Junior
Colaborador do Torcedores.com.

GARRINCHA

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, brilhou nos gramados com a camisa do Botafogo e da seleção brasileira. O “Anjo das Pernas Tortas” foi o grande responsável pela conquista da Copa do Mundo de 1962, quando, após a lesão de Pelé, assumiu o posto de craque da equipe. No entanto, Mané sempre teve problemas com o álcool, vicio que não apenas encurtou sua carreira, como também sua vida, tendo falecido aos 49 anos devido a cirrose hepática.

ADRIANO

O Imperador foi ídolo do Flamengo e da Inter de Milão, da Itália. Com seu porte físico e sua técnica, Adriano aterrorizava os defensores ao redor do mundo e era o grande favorito a herdar a camisa 9 de Ronaldo Fenômeno na seleção. Entretanto, Adriano sempre gostou do tradicional “danone” e acabou caindo de produção muito cedo. Voltou ao Brasil onde atuou por São Paulo e Corinthians e encerrou a carreira aos 31 anos, deixando a sensação que podia ter feito muito mais no futebol.

GASCOIGNE

A carreira de Gascoigne não foi encurtada devido ao vício com álcool, mas certamente ele poderia ter tido muito mais sucesso caso não tivesse os problemas. Gazza foi brilhante, era o futuro da seleção inglesa e um dos craques do Newcastle no fim dos anos 80, mas não conseguiu corresponder às expectativas. Em 1995 começaram a surgir as primeiras notícias sobre seu vício, estava fora de forma e com a carreira claramente em declínio. Após a aposentadoria os problemas pioraram, se envolveu novamente com álcool e drogas e foi preso por agredir um fotógrafo. Um final trágico para um dos jogadores mais brilhantes que a Inglaterra já viu.

ORTEGA

O argentino Ariel Ortega herdou a camisa dez na seleção argentina de ninguém menos que Diego Maradona. Ortega tinha um futebol refinado e de muita classe e foi ídolo no River Plate, por onde acumulou três passagens. E foi justamente na terceira que os problemas com o álcool começaram em 2006. Dois anos depois o River afastou Ortega para que ele passasse por tratamento contra o vício, algo que não surtiu efeito. Ortega passaria os últimos seis anos de sua carreira lutando contra o álcool e enfim se aposentaria em 2013, sem brilho e atuando pele Defensores de Belgrano, da terceira divisão argentina.

CICINHO

O lateral-direito Cicinho surgiu nos gramados em Ribeirão Preto, atuando pelo Botafogo, clube que também revelou o Doutor Sócrates. O início da carreira de Cicinho foi brilhante, com velocidade e chegadas a frente ele logo foi contratado pelo Atlético-MG e depois teve passagens por São Paulo, Real Madrid e Roma. Mas, assim como muitos brasileiros, Cicinho sempre gostou de baladas e começou a ter problemas com bebidas em sua passagem pelo time espanhol. Lesões seguidas pioraram a situação, o jogador se afundou no álcool e nunca mais foi o mesmo. Ainda chegou a ter uma boa temporada na Turquia, mas longe do sucesso da época dos Galácticos. Em 2018 ele anunciou a aposentadoria e foi homenageado pelo São Paulo.