DESTAQUE

Marcelinho aponta que sua ausência em Copas se deve a empresários: ‘Se soubesse tinha ligado’

Publicado às

Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.

Marcelinho

Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Ídolo do Corinthians, Marcelinho Carioca esteve no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, e dentre alguns assuntos falou sobre sua ausências em Copas do Mundo. O ex-jogador afirmou que empresários tinham influência nas convocações da seleção brasileira e por isso não disputou um Mundial.

Durante o quadro ‘Paredão’, Marcelinho destacou que teria jogado pelo menos três Copas do Mundo, sendo titular em duas. Mas que ter um forte empresário na época já era meio caminho andado para estar na seleção.

“Primeiro que eu estaria na Copa de 1994, 98 e 2002. No grupo eu estaria. E seria titular em 98 e 2002. Não sou hipócrita. Depois que eu descobri como funciona a ‘trinca’, que os caras que mandam. Os próprios jogadores já sabiam quem é titular, quem fica no banco e até quem fica de sobreaviso”, afirmou Marcelinho Carioca.

“Qualidade técnica de poder estar no grupo eu sabia (que tinha). A culpa não foi minha. Ninguém ganha a Bola de Ouro e Bola de Prata aleatoriamente. Ninguém é considerado melhor jogador do Brasil de 1994 até 2003 à toa. Se você está na seleção do campeonato, se é reconhecido de norte a sul e os números mostram, o erro não era meu”, acrescentou.

“Depois que a gente vê que um companheiro seu tem menos qualidade técnica que você foi para a seleção, mas depois você vê o empresário dele… Fui descobrir isso só em 2001”, finalizou.

Na seleção, Marcelinho disputou quatro partidas e balançou as redes em duas oportunidades.

MARCELINHO DÁ NOME AOS ‘BOIS’?

Mais tarde Marcelinho relembrou sua passagem no Valencia, da Espanha, e contou uma história em que foi ludibriado por Romário por cair na conversa de voltar ao Brasil. Ao comentar que não fez diferença salarial seu retorno ao Corinthians e voltou pensando em disputar a Copa do Mundo da França, citou nomes de agentes que possivelmente eram fortes na CBF.

“Não tive sucesso no Valencia porque assim que eu cheguei, eu jogava de titular pela direita, o (argentino Ariel) Ortega pela esquerda. Só que o Romário queria os caras que cruzassem a bola. Só que eu cortava para dentro e chutava de canhota para o gol. O Ortega também. Aí o Romário chamou nós dois e inteligentemente falou ‘Gente, é ano de Copa, nosso time não está bom. Então vamos voltar para o Brasil. Eu e o Ortega caímos na onda. Eu voltei ao Brasil, o Ortega pro River Plate e o Romário ficou no Valencia (risos). Ele colocou o Angulo e o Claudio Lopez pra cruzarem pra ele”, brincou Marcelinho.

“Mas isso não é nem desculpa. O mesmo contrato de cinco anos que eu tinha no Valencia, o saudoso (Eduardo José) Farah me deu. Me deu os 15% novamente e os direitos de imagem era meu. Para mim foi super vantajoso e eu estava pensando na Copa do Mundo. Mas se eu soubesse que tinha que ter um Juan Figer, Eduardo Uram, Gilmar Veloz, (Jorge) Machado, Carlos Leite, (Giuliano) Bertolucci… esses caras todos que comandam, eu teria ligado ‘Pô, tá chegando a Copa. Dá para você ser meu empresário?'”, ponderou Marcelinho.