Opinião: Romário ainda é o gênio da grande área; saiba porque

Depois de uma atuação horrível do time do Vasco, nessa quarta (06), diante da fraca Juazeirense, que penou pra classificar na Copa do Brasil, depois de um empate vergonhoso, é que o torcedor sente a falta do homem-gol de verdade. Que falta faz um Romário, que decidiu uma Copa do Mundo, em 1994 para o  Brasil, nessa equipe limitada do Cruzmaltino.

Luca Soares
Jornalista. Jornalismo no sangue, poesia na veia e Vascão no coração

Crédito: Reprodução/Site Vasco da Gama Romário, o gênio dos pequenos espaços

Como saudade pouca é bobagem, ‘bora’ recordar um pouco dos fatos que comprovam a  genialidade de Romário. Em dezembro passado, completou 30 anos da estreia do genial ‘Baixinho’ no PSV Eindhoven, da Holanda. Desde sua chegada, até sua partida para o Barça, ele construiu uma história de sucesso, com muitos gols e títulos. Esse e alguns outros fatos fizeram dele o gênio da grande área, como diria Cruijff.

Com números históricos, imbatíveis, até hoje, Romário ainda mantém sua coroa de rei da Holanda. A marca do craque está estampada nas paredes do museu do clube holandês, e no imaginário dos moradores da pequena cidade de Eindhoven. ‘Reimário’, tem sua fama de gênio irreverente passada de geração para geração, quase como uma tradição familiar holandesa, como atesta essa reportagem do Globoesporte.com.

Não é pra menos. Durante sua vitoriosa passagem pelo PSV, que começou  em 1988 e terminou em 1993, Romário fez 129 gols em 145 jogos, sendo três vezes artilheiro do Campeonato Holandês e artilheiro duas vezes da disputadíssima Champions League. Quer mais? Em cinco anos de clube, o ‘Baixinho’ foi tricampeão holandês e bicampeão da Copa da Holanda. Atuação impecável, digna de dar inveja a Johan Cruyff, ídolo holandês.

Por falar em Cruiyff, que treinou o craque no Barcelona, em 93/94, e onde reina absoluto até hoje, dá só uma sacada no que ele falou sobre Romário, em um pequeno trecho do livro “Romário, O Baixinho” (de Heládio Holanda):

“Para mim, 1990 foram os anos que não tiveram um só rei, mas está claro que Romário foi, junto com outros dois ou três jogadores, o que de mais brilhante nos ofereceu essa década. Eu estou convencido de que o Brasil não ganharia o Mundial dos Estados Unidos se ele não tivesse jogado”, afirmou o ex-treinador.

O homem dos 1000 gols (contestados por alguns), que ganhou tudo por onde passou (em times e na seleção), com seu futebol fantástico, era imbatível em qualquer pedacinho do campo. Driblava tudo. Driblou, inclusive, a ação do tempo. Do alto de seus quase 40 anos foi artilheiro , pelo Vasco da Gama, do Campeonato Brasileiro, simplesmente um dos mais disputados do mundo.

Aliás, foi vestindo a camisa do Gigante da Colina que o ‘matador infalível’ nas áreas adversárias teve algumas de suas grandes conquistas. Foi do Vasco para o mundo. Foi imortalizado em uma estátua, em São Januário, mas seu reinado vai além dos muros do estádio, vai bem mais além das quatro linhas de um país chamado Brasil.

Depois de uma atuação horrível do time do Vasco, nessa quarta (06), diante da fraca Juazeirense, que penou pra classificar na Copa do Brasil, depois de um empate vergonhoso, é que o torcedor sente a falta do homem-gol de verdade. Que faz um Romário, que decidiu uma Copa do Mundo, em 1994 para o  Brasil, nessa equipe limitada do Cruzmaltino.