Técnico do Bahia admite necessidade de ajustes após derrota na Sul-americana

O Bahia perdeu seu segundo jogo em casa na temporada de 2019, desta vez por 1 a 0 para o Liverpool-URU, no primeiro jogo da Sul-americana. Após a partida, o técnico Enderson Moreira avaliou o desempenho de seus atletas ao longo dos 90 minutos na Fonte Nova.

Victor de Freitas
Baiano, 25 anos, jornalista formado pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol. Contato: victorw10@outlook.com

Crédito: Felipe Oliveira / EC Bahia

Em meio à primeira sequência negativa na temporada, Enderson Moreira admite ver a necessidade de realizar correções na forma de jogar que tem sido aplicada no Bahia nos últimos jogos. Apesar de ter presença constante no campo de ataque, a equipe tem tido dificuldade para marcar os gols.

“Eu acho assim: desde o começo, quando começamos, a gente percebe o entusiasmo de muitas pessoas em cima do que ainda não foi feito. Temos uma base, acho que o time tem uma forma de jogar, a gente tem conquistado oportunidades, mas faltam ajustes. A gente está tentando no dia a dia colocar uma equipe da melhor forma possível”, avaliou o técnico.

Mesmo com uma derrota na Fonte Nova, Enderson se mantém confiante em uma virada fora de casa.

“É uma vantagem que eles abriram, mas a gente tem condição de reverter. Tenho confiança, acredito no grupo, creio no que eles podem dar de resposta. Não é um tabu jogar fora de casa. A gente podia ter ganho aqui e perder lá. A gente perdeu aqui, mas pode vencer lá. Isso vai de proposta. Eles souberam jogar aqui. Vamos saber jogar lá também”, disse o treinador”, falou o treinador do Esquadrão.

O treinador também reconhece que seus jogadores tiveram dificuldades em furar a retranca montada pelos uruguaios.

“Eles jogaram da intermediária para trás. Estava difícil de movimentar, conseguir jogar pelos lados. A gente achou interessante ter mais um atacante na área, já que os cruzamentos estavam acontecendo. Não poderia ser só isso. Tentamos entrar pelos lados, mas o adversário se fechou. Eles defenderam bem, tiveram méritos e a gente não foi eficiente no que fizemos”, disse.

Falta capricho nas finalizações

“Queria chegar aqui e falar que fizemos um péssimo primeiro tempo, não jogamos nada no segundo. Até justificaria. Não posso falar isso. Acho que a gente poderia, nos movimentos de cruzamento, criado algumas situações um pouco diferentes. Mais capricho na finalização. A gente finalizou muito em cima do goleiro e muito para fora. Sempre falo que a diferença do jogador de alto nível é quando ele consegue chutar no gol. Chutar para fora, qualquer um chuta. Às vezes é do aspecto emocional”.

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