Três pendências a serem resolvidas por Odair Hellmann até a estreia do Inter na Libertadores

Somente um jogo separa o Inter do início da Libertadores, competição tradicionalmente tratada como a mais importante do ano. Depois de enfrentar o Avenida, fora de casa, neste domingo, pelo Gauchão, o colorado terá tempo para se preparar visando o dia 6 de março, quando estreia na competição continental como visitante diante de Talleres ou Palestino – na ida, houve empate em 2×2 na Argentina. Listamos, abaixo, três pendências a serem resolvidas pelo técnico colorado Odair Hellmann até lá:

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Site Inter

D’Alessandro no banco ou em campo?

Foi sem a presença de D’Alessandro – primeiro por suspensão e depois por lesão -, que o Inter deu a incrível arrancada de 10 jogos sem perder no primeiro turno do Brasileirão de 2018. Neste período, o clube engrenou na competição e ganhou fôlego para terminar no 3° lugar. Apesar de ter encerrado a campanha como titular, o argentino volta a ficar com situação indefinida neste início de ano.

Poupado contra o Juventude e reserva contra o Caxias, o meia não tem presença assegurada neste domingo contra o Avenida. Na vitória sobre os caxienses por 2×1 na rodada passada do Gauchão, Odair lançou o jovem Nonato e só usou D’Ale no segundo tempo. Em coletiva nesta sexta, Odair despistou sobre o retorno do camisa 10:

“O D’Alessandro faz parte do grupo, é importante. Quando achar que devo, vou usar ele. Pela situação do jogo, do adversário. Não vai jogar todas as partidas, está conversado e acertado com ele. Então, é isso”, disse o treinador.

Tendo como premissa as titularidades de Rodrigo Dourado, Edenílson, Nico López, William Pottker e Pedro Lucas – do meio campo para frente, D’Ale brigaria por uma vaga com Patrick, Nonato e Neilton.

4-2-3-1 ou a volta do tripé?

Na citada sequência arrasadora no primeiro turno do último Brasileirão, Odair Hellmann estruturou o time a partir de um tripé no meio com Dourado, Edenílson e Patrick. Os dois primeiros seguem incontestáveis, mas o último teve queda de desempenho e foi tirado do time nos últimos jogos.

Sem ele, Odair deu vida ao sistema 4-2-3-1, com o ingresso de Neilton na extrema esquerda, Nico López flutuando pelo meio e Pottker na direita – esta linha de três antecede a presença do centroavante, que no momento é o jovem Pedro Lucas. Um possível esboço de time para a estreia do dia 6:

Por se tratar de uma Libertadores, o técnico pode desejar reforçar o meio principalmente nas partidas fora de casa. Assim, Patrick e até Nonato podem ocupar a vaga que hoje é de Neilton.

Laterais sofrem críticas

Não há unanimidade nem na direita nem na esquerda. As laterais do Inter, assim como na reta final de 2018, seguem criticadas e sem uma definição clara, sobretudo no lado esquerdo. Questionado, o jovem Iago deixou o time contra o Caxias para o reingresso do experiente Uendel e a disputa pela posição está aberta.

Na direita, Zeca chegou durante a temporada passada com status de titular absoluto. Com problemas musculares e atuações insuficientes, perdeu o posto para Fabiano, que voltou ao Palmeiras em 2019. Mesmo com a chegada de Bruno, Zeca é o “ficha 1” embora ainda busque regularidade e afirmação.

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