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Ex-Corinthians, Léo Jabá brilha na Europa: “Todo jogador tem isso na mente”

O atacante Léo Jabá, de apenas 20 anos, foi revelado pelo Corinthians em setembro de 2016. Em janeiro de 2017, com menos de seis meses no profissional, foi negociado ao clube russo Akhmat Grozny. A negociação, que representava o início da trajetória europeia do brasileiro, foi fechada por € 2 milhões. Após ótimas atuações por seu novo time, Jabá chamou a atenção de outro clube europeu: o PAOK, um dos maiores da Grécia. Por € 5 milhões, o ex-atacante do Corinthians foi negociado em junho de 2018, dando mais um passo rumo à consolidação na Europa. Para relatar a boa fase vivida, o jogador concedeu entrevista exclusiva ao Torcedores.com.

Felipe Gomes da Costa
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/Facebook Léo Jabá

 

Ótimo momento no futebol grego

 

O PAOK, após bater na trave na temporada 2017/2018, está muito próximo de ser campeão do Campeonato Grego após 33 anos. Restam apenas cinco rodadas para o fim da competição, que conta com uma campanha quase perfeita de seu líder. Em 25 jogos, o clube do atacante brasileiro acumulou 22 vitórias e três empates.

Um dos principais destaques do time é Léo Jabá. Com sete gols e nove assistências em 32 partidas na temporada, ele é um dos protagonistas do elenco. A grande fase está perto de ser coroada com o título da liga nacional e também da Copa da Grécia. Nesta competição, o PAOK se encontra na semifinal.

 

Adaptação

 

Antes de fazer sucesso, Léo Jabá teve que superar algumas dificuldades, rotina comum na adaptação a um novo país. Nesta entrevista, ele elencou as dificuldades enfrentadas, destacando a ausência de pessoas próximas e a adequação à nova cultura.

“A minha maior dificuldade quando saí do Brasil acho que foi a distância dos meus familiares, dos meus pais. Que eu sou muito apegado. Eu morei seis meses sozinho na Rússia. Fui para um país diferente, outra cultura, uma região muçulmana”, disse Léo Jabá.

O atacante contou também um pouco de seu cotidiano nos tempos de Brasil, mostrando sentir saudades dos momentos vividos na terra natal.

“O que eu sinto mais falta no Brasil é dos meus pais. Tinha uma rotina já. Cresci no Corinthians. Sempre saía do treino e passava na loja dos meus pais, que era caminho de casa. Dava sempre um abraço neles, ficava um pouco com eles”, disse.

“Eu sinto essa falta do Brasil. De você sair do treino, ver seus pais, ver seu irmão, dar um abraço quando você acorda de manhã antes de vir treinar”, completou.

Outro problema comum é o idioma. O brasileiro disse estar aprendendo inglês, língua bastante difundida na Grécia. Além disso, conta com apoio de compatriotas no elenco.

 

Dando a volta por cima

 

Um ponto importante destacado por Léo Jabá em sua consolidação na Europa foi a passagem pela Rússia. Segundo ele, o ambiente vivido no país colaborou para seu amadurecimento.

“Vivi de tudo lá, então foi uma experiência muito boa, que me ajudou a amadurecer e me fazer ser mais maduro aqui na Grécia”, disse.

Por fim, Jabá mostrou o cuidado e a atenção recebidos no PAOK, tecendo elogios aos companheiros.

“Eu sou o mais jovem do elenco e eles têm sempre conversado comigo, me ensinando, me orientando. Então sou muito grato a eles. Minha relação é a melhor possível”, destacou.

 

Diferença entre o futebol brasileiro e o europeu

 

Uma adequação necessária aos recém-chegados na Europa é referente ao estilo de jogo. Com mais técnica e velocidade, o futebol europeu também possui diferenças referentes ao calendário, fato apontado por Léo Jabá.

“Na Europa é muito difícil você ter muito tempo de pensar. O futebol é bem mais pegado. No Brasil não tem muito disso. A diferença também é o calendário. Aqui você joga uma vez por semana quando você não está em todas as competições”, alegou.

O ponta do PAOK é veloz e dono de bom potencial físico, características que contribuem com seu sucesso. Além disso, ele pode atuar pelos dois lados do campo.

Para se adequar ao novo modelo, o jogador conta com preparadores particulares e do clube, que o ajudam na preparação.

 

Temporada no PAOK

 

Em seu terceiro ano no futebol europeu, Léo Jabá vive o melhor momento na carreira. Para completar a fase, o PAOK está perto de quebrar o tabu de 33 anos.

Caso a conquista se concretize, Jabá analisa o que está por vir na próxima temporada.

“O PAOK sendo campeão já vai para a pré-Champions League, e a meta é com certeza entrar na Champions League”, completou.

Entre as boas atuações que teve pelo time grego, Léo Jabá destacou uma em especial.

“Acho que uma partida que ficará marcante é a da Europa League, que eu fiz dois gols e dei duas assistências. Fui considerado o melhor da semana da Europa League”, contou.

 

Metas pessoais

 

Assim como todos os jogadores que deixam o Brasil em busca de um futuro promissor, Jabá citou suas metas para a carreira.

“Sonho em jogar uma Premier League, uma Bundesliga, a Série A, uma LaLiga”, disse.

“Todo jogador tem isso na mente. Eu pretendo chegar nesse alto nível possível, se Deus quiser, e fazer meu papel bom aqui. Fazer minha história aqui na Europa, ter meu nome reconhecido e, depois, voltar para o Brasil”, completou o atacante.

 

Corinthians

 

Na parte final da entrevista, Léo Jabá ressaltou seu carinho pelo Corinthians, explicando detalhes de sua saída.

“Eu confio demais no meu empresário. E aí ele me mostrou um projeto, eu confiei e as coisas estão dando certo. Mas não tenho mágoa nenhuma do Corinthians. Pretendo um dia voltar e continuar minha história”, explicou.

“Eu tenho um carinho até hoje deles. Os torcedores sempre comentam nas minhas redes sociais para voltar. Então eu fico feliz por esse reconhecimento da torcida, o carinho deles. Isso daí você não compra, você conquista”, completou.

Léo Jabá ainda afirmou que gostaria de ter ficado mais tempo no Parque São Jorge.

“A sensação é aquele gosto de que poderia ter um pouco mais. Mas sempre que entrei em campo dei meu melhor, estava no Corinthians. Infelizmente não tive mais sequência”, lamentou.

Por fim, o brasileiro ainda revelou suas preferências para o futuro no futebol brasileiro.

“Se for da vontade de Deus e deles, a primeira opção para quando eu voltar para o Brasil será o Corinthians”, finalizou.

 

 

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