5 motivos que explicam o rebaixamento do Tupi no Campeonato Mineiro

O Tupi está rebaixado para o Módulo II do Campeonato Mineiro. Após a derrota em casa para o Cruzeiro, o Galo Carijó se despede da elite mineira depois de competir por treze anos.

Lucas Ignácio
Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Junior Ayupe / Tupi FC

Na temporada 2019, a equipe de Juiz de Fora ainda não venceu e está amargando a terceira queda em pouco mais de seis meses, sendo elas na Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro – Série C e, recentemente, o Módulo I do Campeonato Mineiro.

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Para explicar o descenso do Tupi, estarei listando cinco motivos para que este fato viesse a ocorrer na competição mineira. 

SECA DE VITÓRIAS

Nos dez jogos já disputados no Campeonato Mineiro, o Tupi obteve quatro empates e seis derrotas. Contra as equipes da capital, foram três derrotas com dez gols contra a meta alvinegra. A última vitória do Galo Carijó foi sobre o Volta Redonda por 2 a 1, em partida válida pela Série C, no Estádio Radialista Mário Heleno, realizada no dia 4 de agosto de 2018.

TROCA DE TÉCNICOS

Três técnicos assumiram o Tupi em menos de dois meses: Aílton Ferraz, Gérson Evaristo e Beto Souza.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

Contratado em agosto de 2018, Aílton Ferraz tinha a missão de salvar o Tupi do rebaixamento para a Série D do Brasileirão, mas fracassou. Porém, a diretoria alvinegra decidiu manter o técnico para a disputa do Campeonato Mineiro, iniciada em janeiro. Em cinco jogos disputados pelo estadual, Aílton e seus comandados conseguiram três empates e duas derrotas, insuficientes para evitar a sua saída do clube.

No dia 4 de fevereiro, Gérson Evaristo foi anunciado como novo técnico do Tupi. Com passagem vitoriosa pelo rival Tupynambás, Gérson chegava em Juiz de Fora com a missão de realizar o reencontro do Tupi com a vitória. No entanto, a nova tentativa da diretoria falhou. O comandante de 54 anos foi dispensado após derrota à Patrocinense, em casa, por 2 a 0. Em três semanas de trabalho, Gérson conquistou um ponto em doze disputados. Resultados de três derrotas e um empate.

O atual técnico do clube, Beto Sousa, assumiu o comando técnico no dia 28 de fevereiro. Com apenas dois jogos a frente do Tupi, Beto ainda não conseguiu fazer o Tupi vencer uma partida. Pelo contrário, a soma de mais duas derrotas para Boa Esporte e Cruzeiro resultou no rebaixamento da equipe juiz-forana para o Módulo II do Campeonato Mineiro.

DIRETORIA OMISSA

A saída do ex-diretor de futebol do Tupi, Nicanor Pires, escancarou a situação ruim da diretoria. Desde a queda para a quarta divisão do Brasileiro, a principal torcida organizada do clube, a Tribo Carijó, pedia as saídas da presidente, Myriam Fortuna, e do diretor de marketing, Bernardo Fortuna, assim como de outros membros da direção. A justificativa do protesto seria a falta de planejamento, planos sócio-torcedor e a montagem da equipe.

Em dezembro de 2018, a equipe e a comissão técnica foram apresentadas na sede social do clube, juntamente com um elenco jovem, devido a situação financeira modesta do clube mineiro. A apresentação gerou desconfiança da mídia e dos torcedores, que continuavam insatisfeitos com a gestão de Myriam e seus comandados.

Para abafar a pressão, o ex-jogador do clube, André Luiz, e o ex-auxiliar técnico, Beto Sousa, foram contratados para as funções de consultor de futebol e técnico, respectivamente. Além de Beto e André Luiz, foi contratado o preparador físico, Jonas Neves. Porém, dentro de campo nada mudou e o Tupi foi rebaixado.

FALTA DE PADRÃO DE JOGO

A constante mudança de técnico atrapalhou a formação tática do time. Segundo o preparador físico do Tupi, Jonas Neves, em entrevista ao jornal “Tribuna de Minas”, alguns jogadores foram escalados em posições que não eram as de origem, o que gerou grande desgaste físico e provocou falhas técnicas coletivas durante as partidas. Novas filosofias de jogo em um curto período fazem com que jogadores necessitem de tempo para se adaptarem e entrosarem um por uns.

FALTA DE PLANEJAMENTO

O Tupi viveu situação parecida no Campeonato Mineiro 2018. Ameaçado de rebaixamento, o time juiz-forano conseguiu se reerguer na competição e conquistou o título de campeão do interior. Na semifinal, foi eliminado pelo Cruzeiro, com direito a polêmica sobre venda de mando de campo para o rival celeste. Todavia, a recuperação no estadual não se repetiu na Série C do Campeonato Brasileiro e o descenso foi decretado de forma antecipada.

O título conquistado em 2018, como melhor equipe mineira do interior, vislumbrou uma equipe reerguida taticamente e tecnicamente dentro de campo, compara a equipes como Boa Esporte, Tombense e Villa Nova, por exemplo.

Por fim, a temporada 2019 vêm mostrando uma realidade diferente nos bastidores e o que a torcida esperava do clube e de sua diretoria, que parece nada ter feito para que a situação fosse revertida durante o estadual. Resultado disso foi o rebaixamento para o Módulo II do Mineiro e uma enorme pressão na Série D do Brasileirão com início marcado para maio.

 

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