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Com 18 anos de idade, jovem promessa do Flamengo se destaca ao jogar na Superliga B

A ponteira Júlia Litig nasceu no município de Três Pontas em Minas Gerais. Com apenas 18 anos de idade e 1,76 metros de altura, Júlia foi apresentada pelo Flamengo em janeiro de 2019. A mesma tem passagens pelas categorias de base do Tijuca Tênis Clube-RJ e do Botafogo. A equipe de vôlei feminino do clube rubro-negro foi criado em 2018 e tem como maior objetivo conseguir o acesso para a Superliga.

Arthur Fernandes
Apaixonado por esportes, Arthur Fernandes nasceu na cidade do Rio de Janeiro e tem 4 anos de experiência em jornalismo esportivo. Em suas horas vagas, Arthur costuma aprender novos idiomas para melhorar a sua comunicação. Além disso, o mesmo é torcedor fanático do Orlando City (futebol) e do SESC RJ (vôlei).

Crédito: (Bianca Simão / Divulgação)

Litig chegou no Rio de Janeiro há aproximadamente quatro anos. Parece que percorrer 425 km de distância entre a sua cidade natal e a capital fluminense para ir em busca de seu sonho deu certo. A atleta, que através do esporte quer fazer faculdade de fisioterapia nos Estados Unidos, já foi campeã no vôlei de praia e vem chamando a atenção no vôlei de quadra após boas atuações pelo Tijuca Tênis Clube-RJ e pelo Botafogo. Atualmente, a jogadora deixou o clube alvinegro para defender as cores do time principal do Flamengo.

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“Sempre senti a pressão. No Botafogo, a pressão era diária, com cobranças por conta da responsabilidade. No Flamengo também tem sido assim, é normal. Não estou treinando com a base ainda, porém, sei que vai acontecer de forma natural. Fico satisfeita com toda evolução que vem acontecendo. Tenho aprendido muitas coisas e é o que mais conta. A experiência de estar jogando um campeonato tão importante é algo fantástico. No começo foi um impacto muito grande e tive medo de ser julgada pela decisão. Acabou que as pessoas do meu ex-clube entenderam e algumas de fora não. Faz parte. Quando se trata de um sonho, não devemos nos importar com isso. O Flamengo me recebeu de braços abertos, as meninas estão sempre me ajudando, é o que importa. Estou feliz demais”, disse Júlia Litig ao “Torcedores”.

Uma das inspirações de Júlia no âmbito esportivo é a levantadora Dani Lins. A jogadora de 34 anos conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2012 no Reino Unido, além disso, já ganhou diversos títulos pela seleção brasileira. Como por exemplo, o Pan-Americano de 2011 no México. Hoje, a levantadora joga pelo Hinode Barueri-SP.

“Me inspiro na Dani Lins. Não jogamos na mesma posição, entretanto, a história dela sempre me comoveu bastante. Assim como tantas outras meninas, meu sonho é continuar no vôlei, me tornar uma atleta profissional e ter cada vez mais experiências. É um caminho complicado, exige muita dedicação e esforço, mas eu sei que tudo vai valer a pena lá na frente”, contou a ponteira.

O Flamengo segue na liderança do campeonato com cinco vitórias, nenhuma derrota, cinco jogos disputados e 15 pontos conquistados. Forte candidato ao título, o clube carioca tem uma partida a menos na tabela, afinal, ficou pendente o confronto da 4° rodada contra o Londrina Vôlei-PR.

“Acredito muito no título. O time está unido e focado, com todas nós buscando o mesmo objetivo. Quando digo isso, não falo só das atletas, mas da comissão também. É um momento maravilhoso. A equipe é entrosada e a gente tem se ajudar em quadra. O intuito é querer, sempre, o melhor para o conjunto. Com isso, estamos crescendo cada vez mais dentro do campeonato. Seguimos invictas e ainda não perdemos um set. Sabemos que é difícil manter, mas vamos tentar. Precisamos continuar trabalhando forte. O foco é trazer o título para a Gávea”, analisou a Litig.

No campeonato secundário, não há clássico entre equipes do Rio de Janeiro. Caso o Flamengo consiga o acesso para a elite da Superliga, proporcionará alguns clássicos estaduais interessantes. Os duelos serão contra o Fluminense, que irá gerar bastante rivalidade dentro da liga, e contra o badalado SESC-RJ.

“Penso que todos saem ganhando. As atletas, que vão poder acompanhar as referências de perto, e a liga, que vai ter um impacto enorme com clubes de camisa e tradição. Da minha parte, fico me imaginando num ginásio lotado, com a atmosfera que clássicos desse tamanho podem proporcionar. Acho que toda jogadora de vôlei deseja ter essa sensação na carreira. Comigo não poderia ser diferente”, afirmou Julia Litig em entrevista exclusiva ao “Torcedores”.

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