Dia Internacional da Mulher: 8 mulheres que quebraram tabus no esporte

Dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Em todas as profissões, as mulheres vem mostrando seu poder, sua força e determinação.

Verônica Jensen
Mãe, maratonista, colaboradora do Torcedores, amante de esportes, organizadora de eventos esportivos e turismóloga. E o meu dia tem 24h!

Crédito: Divulgação

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E no esporte, isso não é diferente! Separamos 8 mulheres guerreiras, que quebraram tabus em sua respectiva modalidade. Confira, neste Dia Internacional da Mulher, como cada mulher mudou a visão de seu esporte perante aos homens!

  • Billie Jean King:

A ex tenista norte americana foi a primeira atleta profissional feminina de destaque a se assumir homossexual, em 1981. A tenista foi casada com Lawrence King por 22 anos, de 1965 a 1987. Mas, mesmo casada, Billie Jean percebeu seu interesse por mulheres. Em 1971, começou um relacionamento com sua secretária.

Em sua carreira, Billie Jean conquistou 129 títulos de simples, sendo 12 Grand Slam. Atuando em duplas, foram 16 Grand Slam em dupla feminina e 11 em dupla mista. Porém, sua partida mais famosa foi quando jogou contra Bobby Riggs, um dos melhores tenistas na década de 1040. Essa partida ficou conhecida como “A Batalha dos Sexos” e, anos depois, virou filme.

Reprodução / Instagram @billiejeanking

Além disso, Billie Jean King é ferrenha na luta contra o sexismo no esporte e na sociedade e, de quebra, o complexo do US Open, em Nova York, leva o nome da tenista, USTA Billie Jean King National Tennis Center.

  • Kathrine Switzer:

Se não fosse pela ousadia dessa mulher, não saberíamos como seria a relação das mulheres com maratona, ou até mesmo no atletismo. A alemã, com nacionalidade norte-americana, quebrou tabu, desafiou as regras e, em 1967 foi a primeira mulher a completar a tradicional Maratona de Boston. Na época, as mulheres eram proibidas de participarem de provas de rua no país. Mas

Mas Kathrine foi além. Se inscreveu para a prova com suas iniciais, K.V. Switzer e, na manhã de domingo, com o número de peito 261, entrou para a história das maratonas. Na concentração, Kathrine não se escondeu; pelo contrário, teve apoio dos homens que lá estavam.

Somente um ficou furioso. Justamente o diretor da prova, o escocês Jock Semple, que tentou tirar Kathrine da prova, empurrando-a. Mas seu namorado afastou Semple, assim como outros corredores.

Ao final de 4h20, Kathrine cruzava a linha de chegada e colocava seu nome na história da Maratona de Boston. Após esse feito, as mulheres foram aceitas em 1972 e em 1984, a maratona feminina foi incluída nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.

A foto acima é a mais famosa sequência de Kathrine sendo atacada pelo diretor e outros homens protegendo-a.

  • Violet Palmer:

A norte-americana foi a primeira mulher a apitar uma partida da NBA. Em 1997, Violet colocou as mulheres onde nunca estiveram antes. Além disso, foi a primeira a comandar uma partida de playoffs, em 2004 e, em 2014, apitou o Jogo das Estrelas.

A árbitra, em 2014, revelou ser homossexual e, no mesmo ano, se casaria com sua namorada há 20 anos, Tanya Stine. Na época, Violet afirmou que a NBA e seus companheiros já sabiam de sua opção sexual desde 2007, mas não via necessidade de expor esse assunto.

Violet Palmer

Reprodução / Isntagram @nba_lashes

  • Sarah Thomas:

Em 2019 quebrou a supremacia masculina na arbitragem da NFL. Foi a primeira mulher a apitar uma partida válida pelos playoffs da competição. Sarah fez parte do corpo da arbitragem na partida entre Los Angeles Chargers x New England Patriots.

Sarah Thomas

Divulgação / NFL

Sarah já trabalhou em outras partidas. Já foi back judge, o árbitro que fica na endzone, e como line judge, acompanhando as jogadas na lateral do campo.

Nesta lista especial para o Dia Internacional da Mulher, não poderia faltar as brasileiras que, de certa forma, quebraram alguns tabus. Confira as brasileiras:

  • Marta:

A jogadora não poderia ficar de fora. Seis vezes melhor do mundo, cinco consecutivas, maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina e, não contente, se tornou a maior artilheira da seleção brasileira, entre homens e mulheres. Com 101 gols com a camisa do Brasil, não tem nenhum jogador à frente dela! Até Pelé, o Rei, está atrás da Rainha Marta.

Marta

Divulgação / CBF

Marta alcançou feitos inéditos, no país do futebol, onde o futebol feminino ainda engatinha! A alagoana já conquistou medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003, em Santo Domingo, e 2007, no Rio de Janeiro. Nos Jogos Olímpicos de 2004, Atenas, e 2008, Pequim, foi medalha de prata. Em Copas do Mundo, foi vice campeã em 2007.

Única mulher na calçada da fama do Maracanã, Marta também foi a primeira, junto com Formiga, a integrar a Sala Anjos Barrocos, no Museu do Futebol. Fora das quatro linhas, a jogadora é embaixadora da ONU e participa de campanhas mundiais para fortalecimento da mulher na política e contra abusos sexuais.

  • Maria Esther Bueno:

Em uma época onde as mulheres eram minoria no esporte, aqui no Brasil, a paulista Maria Esther Bueno gravou seu nome na história do tênis. Maior vencedora brasileira da modalidade, Maria Esther é a tenista sul-americana com maior número de conquistas, 62, além de ser a primeira mulher a conquistar o Calendar Grand Slam, ao conquistar os quatro grandes torneios no mesmo ano.

Divulgação / CP Memória

A brasileira também é Rainha, na Terra da Rainha. Na grama sagrada de Wimbledon, foram 50 vitórias e nove derrotas. foi campeã três vezes na chave simples e quatro em dupla. Em 1959 e 1960, Maria Esther chegou ao topo do ranking mundial.

A Bailarina do tênis, como era chamada, além de todas suas conquistas e feitos, ditou moda. Foi a primeira a usar saia acima do joelho, com um short por baixo da saia. E estreou o novo uniforme, justamente no mais tradicional torneio, em Wimbledon. Somente a cor, branca, permaneceu.

Uma grande carreira para uma brasileira. Até hoje, nenhuma tenista, infelizmente, alcançou feitos tão expressivos quanto Maria Esther Bueno.

  • Maya Gabeira:

A carioca não tem medo do perigo, muito menos de altura! Primeira surfista profissional de ondas gigantes, é a única brasileira e já conquistou, por cinco vezes, o prêmio de Melhor performance feminina do Billabong Awards.

Divulgação / Foto: Bruno Aleixo

Além disso, Maya foi a primeira mulher a surfar no Alasca e entrou para o Guinness Book por surfar a maior onda, com 24 metros de altura. Ela é a primeira surfista do sexo feminino a entrar para o livro dos recordes.

Para alcançar esse recorde, quase custou sua vida. Em 2013, sofreu o pior acidente de sua carreira, ao voar de uma onde de 20 metros.

  • Nilmara Alves:

A maioria não a conhece, mas ela foi a primeira mulher a comandar um time profissional de futebol masculino. À frente do Manthiqueira, de Guaratinguetá, time da terceira divisão do Campeonato Paulista, Nilmara foi a primeira mulher a obter o registro de técnica na CBF.

Divulgação / Manthiqueira

Com seu nome registrado no BID, Nilmara está no comando do time desde 2012, e sabe que esse meio não é fácil, já que sempre foi dominado por homens.

Os jogadores a respeitam e elogiam o jeito de como ela comanda a equipe, com calma, paciência e muita sabedoria. A técnica já ouviu piadas machistas, vindas de um técnico adversário. No final da partida, vitória do time de Nilmara, de virada!

Que outras Billie Jean, Nilmara, Marta e Maria Esther surjam, para o bem do esporte, e para a mulher mostrar a força, o poder e a determinação que existe dentro de cada uma, neste Dia Internacional da Mulher!

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