Empresa anunciada pela CBF como vencedora em licitação do VAR não tem registro legal no Brasil, diz site

 A empresa inglesa Hawk-Eye foi anunciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como vencedora da licitação para comandar o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro de 2019. Porém, segundo reportagem do GloboEsporte.com, o grupo não existe legalmente no Brasil.

Joao Vitor Rocha
Colaborador do Torcedores
VAR

Crédito: João Moretzsohn / CBF

A reportagem ainda afirma que a empresa inglesa tem apenas dois funcionários homologados na IFAB – associação internacional que regulamenta as regras do futebol. Ou seja, a empresa corre contra o tempo para a contratação de profissionais para trabalhar nos dez jogos por rodada do Brasileirão. A primeira rodada será disputada a partir do dia 27 de abril.

Segundo o regulamento feito antes da realização da licitação, era obrigatório que a empresa tivesse, pelo menos, 30 funcionários homologados na IFAB no momento da apresentação da proposta. Quesito que a empresa, supostamente, não cumpre. A Ernst & Young (EY), auditora da concorrência, informou ao GloboEsporte.com que a lista com os nomes foi apresentada, mas com funcionários estrangeiros.

A proposta da Hawk-Eye foi de R$ 19 mil por jogo para operação do VAR em todas as partidas do Campeonato Brasileiro. Segundo o GloboEsporte.com, 34 empresas participaram da concorrência.

A empresa inglesa foi a responsável por operar o VAR na Copa do Mundo da Rússia e foi apontada como a vencedora da licitação pelo secretário-geral da CBF, Walter Feldman, após reunião do conselho técnico, no dia 22 de fevereiro.

Segundo afirmou Alexandre Rangel, da Ernst & Young, ao GloboEsporte.com, a empresa não pode ser considerada vencedora da licitação enquanto não sanar as pendências no Brasil e assinar o contrato.