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Franca vence Paulistano no NBB, dá troco após eliminação na Liga das Américas e tira rival do G4

Dia 10 de março, Franca, São Paulo. Esse dia marcava o encontro de Franca e Paulistano, o último jogo das equipes na segunda fase da Liga das Américas. A equipe mandante precisava vencer o rival, já classificado. No entanto, a avalanche de torcedores, que lotaram o ginásio Pedrocão, se desmoronou após a eliminação do time interiorano na competição. Oito dias depois, lá estavam as duas equipes novamente duelando, desta vez no NBB. Era a chance da redenção. E ela veio.

Vinícius Batista
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Twitter

Franca superou o Paulistano em um dos jogos mais divertidos de se acompanhar na temporada do NBB 2018/2019. O jogo foi muito aberto e emocionante, além de ser tecnicamente bem jogado, tendo em vista a qualidade dos jogadores das duas equipes. No fim, os interioranos venceram por 93×86 e calaram o ginásio Antônio Prado Júnior, da mesma forma que observaram o Pedrocão em silêncio mórbido, na fatídica eliminação.

Com esse triunfo muito importante, Franca deu mais um passo rumo ao primeiro lugar da temporada regular. Com a vitória, o Pinheiros, terceiro colocado, não consegue mais alcançar a equipe do interior. O único rival capaz de roubar-lhe a primeira posição é o Flamengo. Porém, Franca só depende de si para confirmar a vantagem do mando de quadra nos playoffs. Seus últimos jogos são contra Mogi e Joinville, ambos em casa.

O Paulistano, com a derrota, saiu momentaneamente do G4, zona de classificação direta para as quartas-de-final. A equipe da capital foi ultrapassada pelo Mogi, mas tem um jogo a menos do que o concorrente direto. Caso vença o Bauru, na quinta-feira, o atual campeão do NBB volta para o grupo dos quatro primeiros e controlará seu próprio destino com as próprias pernas. O Paulistano termina a primeira fase da competição enfrentando Botafogo, em casa e São José dos Campos, fora.

O confronto

A quantidade de gente presente no ginásio antes da bola subir, já dizia por si mesmo a importância do jogo. Era clássico. Uma rivalidade que vem crescendo ano após ano, jogo após jogo. A expectativa de um grande duelo era altíssima. E os atletas não desapontaram dentro da quadra, principalmente os de Franca. No começo do jogo, a equipe visitante teve um desempenho avassalador em cima dos mandantes, chegando a colocar 10 pontos de vantagem. As bolas de três foram cruciais no começo do jogo: enquanto Franca acertava 5 bolas, o Paulistano convertia duas. No entanto, o time de Régis Marrelli conseguiu reagir após seu pedido de tempo e terminou o quarto vivo no jogo: 27×21 para os interioranos. Destaque para Cipolini, pivô do Franca: 15 pontos e 100% de aproveitamento nos arremessos.

O segundo quarto foi bem parecido com o primeiro. Só que ao invés de Franca jogar, era o Paulistano que estava emergindo no confronto. E com muito apetite. As bolas de três, arma letal da equipe francana que estavam caindo aos montes, praticamente não foram vistas nos dez minutos seguintes: apenas uma convertida em seis tentadas. Os donos da casa estavam em uma outra sintonia. Parecia que tudo que eles arremessavam, caía. Era uma chuva de meteoros na cesta do Franca. O time da casa chegou a liderar o quarto por 19×4. Helinho, técnico visitante, foi obrigado a usar dois pedidos de tempo, senão veria o rival passar como um foguete. Com uma grande atuação de Renan, Yago e George De Paula, que somaram 20 pontos, os mandantes lideravam no fim do primeiro tempo por 49×43.

Na volta do intervalo, o jogo manteve sua regularidade, ou seja, continuava muito bom e gostoso de assistir. O Franca acordou e as bolas de três começaram a surtir efeito. David Jackson e Elinho converteram seis pontos seguidos, o que fez Régis Marrelli pedir tempo. Devagarinho, a equipe visitante encostava no marcador. Até que o cestinha do time, David Jackson, virou o jogo e colocou os francanos na frente em 64×62. A equipe do Paulistano reagia as investidas de seu rival e o flechava com os bons desempenhos de Léo Meindl e Renan. No entanto, o ritmo avassalador do segundo quarto não foi mais visto em quadra e no final do terceiro período, os mandantes ainda tinham a vantagem, mas era apenas de um ponto: 67×66.

Franca começou muito bem o último quarto do jogo e assim como fez no primeiro, abriu uma vantagem de sete pontos nos primeiros três minutos de jogo. A desatenção do Paulistano custou a equipe na primeira metade do período. Régis Marrelli pediu tempo, organizou a equipe, que estava errando muitos arremessos e mandou seus comandados à quadra. A equipe mandante voltou de vez para o jogo quando conseguiu abrir uma sequência boa: desde a bola de três de Didi, resultando em 76×69, o Paulistano fez 8-3 no Franca e o jogo estava em 79×77 para os visitantes, com 3m35s para acabar. Helinho pediu tempo.

Quando Franca voltou para quadra, retomou a sua postura de leão. E o Paulistano não conseguiu se manter ligado como deveria. A cesta de três de Cipolini foi decisiva. O atual campeão recebeu um balde enorme de água fria do pivô francano, quando o mesmo colocou sua equipe à frente no marcador. O placar marcava 82×81. Depois da cesta, o Paulistano nunca mais ficou na liderança. O pior é que viu o rival abrir uma vantagem de 7×0 nos últimos minutos. Os mandantes até tentaram ir para o abafa, mas não foi possível para parar o líder do NBB.

Destaques do jogo

Cipolini (Franca) –  22 pontos (100% em 2PTS e 4/7 em 3PTS), 6 rebotes e 22 de eficiência.

David Jackson (Franca) – 14 pontos (3/4 em 3PTS), 5 rebotes, 5 assistências e 17 de eficiência.

Elinho (Franca) – 14 pontos, 8 rebotes, 7 assistências, 2 roubos de bola e 24 de eficiência.

Léo Meindl (Paulistano) – 16 pontos (64% dos pontos convertidos), 4 rebotes e 13 de eficiência.

Diz aí, André Goes! Essa vitória teve um gosto especial?

“Não dá para dizer que não, porque foi uma derrota muito doída (a da Liga das Américas),eles praticamente eliminaram a gente em casa; lógico que o jogo mais importante era contra o Capitanes, mas eles (Paulistano) fecharam nosso caixão. A gente veio, lógico querendo devolver, mas sabendo que nosso objetivo é seguir na liderança”.

Conta mais sobre o jogo, André!

“(A chave) acho que foi a concentração no segundo tempo. No primeiro tempo a gente estava muito desatento, eles tiveram mais de 70% de aproveitamento e 49 pontos, fica muito difícil ganhar, tomando essa pontuação tão alta. Mas, no segundo tempo, a gente soube seguir estratégias combinadas, não tomar contra-ataques e quando subiu nosso aproveitamento, conseguimos frear a transição deles”.

O que faltou para vencer, De Paula?

“No primeiro quarto e no último quarto, nossa defesa foi péssima, a gente tomou 27 pontos em cada um desses quartos e é bem difícil você ganhar o jogo tomando 93 pontos, sem ter um aproveitamento de quadra excelente”.

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