Gol espírita de Oséas na Copa do Brasil de 1998 fez até jornalista comemorar; confira

Aos 44 minutos do segundo tempo, o árbitro autorizou a cobrança de falta. Zinho chutou colocado, no canto esquerdo. O goleiro Paulo César caiu para encaixar, mas ele deixou escapar. No rebote, Oséas apareceu. Sem ângulo, ele poderia ter tocado a bola para trás, mas provavelmente seria bloqueado. Oséas, então, criou o seu próprio ângulo. Na linha de fundo, encheu o pé no teto da rede. 2 a 0. Palmeiras campeão da Copa do Brasil de 1998.

Isabella Soares
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/YouTube

Marcelo Mendez, jornalista, tinha 28 anos na época, estava atrás do gol. Ele não viu o gol espírita de Oséas. Olhou para a torcida e entendeu o que tinha acontecido pela reação dos palmeirenses.

“Eu não vi a hora que a bola entrou. Vi que o goleiro defendeu e só vi quando a bola caiu do outro lado da rede”, conta Mendez.

Palmeirense, a reação do jornalista foi sair correndo atrás de Oséas e comemorar com ele. “É aquele velho conflito do trabalho com a paixão. Eu saí correndo atrás do Oséas (risos)”.

“Eu não consegui chegar até ele, quando eu corri me seguraram. O 4° árbitro apontou e pediu para eu descer. Mas eu não desci. Fiquei na boca do túnel vendo o jogo”, lembra.

A reação inusitada e espontânea do jornalista rendeu broncas, advertência e até multa. “Isso que eu fiz não existe, não pode! A gente que é jornalista e está lá tem que sentir sim, mas tem que se manter como tal no seu trabalho”, diz.

Palmeiras e Cruzeiro vinham de uma rivalidade muito grande desde 1996, quando se enfrentaram na final da Copa do Brasil daquele ano e o time mineiro ficou com o título. Era a hora da revanche. Por isso, o título do Verdão foi tão esperado e comemorado.

A conquista também coroou o início do trabalho do Luiz Felipe Scolari no Palmeiras, que seria ainda mais vitorioso com a conquista da Libertadores no ano seguinte.

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