Futebol

Meia brasileiro sofre insultos racistas e deixa campo na Bolívia; assista

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Colaborador do Torcedores

Foto: Reprodução/Twitter

Em pleno século XXI, nos deparamos com situações lamentáveis em que a cor da pele das pessoas se tornam pretexto para insultos. E dessa vez, a vítima de preconceito foi um jogador brasileiro.

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Um fato manchou a décima terceira rodada do Campeonato Boliviano e vem repercutindo negativamente nas redes sociais.

O meia brasileiro do time Jorge Wilstermann, Serginho, optou por abandonar a partida contra a equipe de  Blooming, fora de casa, após sofrer ofensas de cunho racistas da torcida mandante da partida.

A decisão em deixar o gramado, aconteceu aos 40 minutos do segundo tempo, durante um lance de cobrança de escanteio.

O camisa 10 sofreu durante todo o jogo com os atos racistas da torcida adversária, segundo relatos de seus companheiros de equipe.

“Essas coisas externas ao jogo são tristes. Não me surpreende que Serginho tenha deixado o campo, porque estava sendo insultado desde o primeiro tempo pela torcida”, disse Cristian Chávez ao jornal “El Deber”.

O técnico Miguel Ángel Portugal também reiterou seu apoio a Serginho em um post no Twitter: “Todo meu apoio a Serginho, que saiu de campo após insultos racistas vindas de torcedores do Blooming. E que a lei atue com rigidez para que isso não volte a acontecer”.

Assista ao lance:

O presidente da Bolívia também se pronunciou sobre o triste ocorrido em sua conta oficial no Twitter.

Nossa solidariedade com Serginho, jogador do Jorge Wilstermann que ontem deixou o gramado, em forma de protesto, após ser vítima de insultos racistas vindo de maus torcedores. O futebol é um esporte que une os povos, não devemos permitir que seja manchado com esses atos discriminatórios”.

Nem mesmo a vitória do Blooming fez com que a torcida cessassem os insultos raciais direcionados ao jogador brasileiro.

O treinador Erwin Sánchez, que entrou para história do futebol do país e na seleção boliviana, também falou sobre os atos lamentáveis.

“Sou sempre contra o racismo. Fiquei 20 anos fora do país e volto para sentir isso. Veremos o que fazer junto ao clube”.

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