No Dia da Mulher, relembre a maior tenista da história brasileira

Maria Esther Bueno, que faleceu aos 78 anos em 2018, é um nome que jamais será esquecido na história do esporte brasileiro e mundial. A “bailarina das quadras”, como Maria ficou conhecida por sua leveza nos movimentos, tem grande influência na evolução do tênis brasileiro. Sua contribuição, porém, ultrapassa as esferas esportivas. No Dia Internacional da Mulher, a tenista representa um marco para todas as mulheres.

Felipe Gomes da Costa
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/Facebook Confederação Brasileira de Tênis

 

O início de uma história

 

No ano de 1959, uma jovem brasileira, com 19 anos de idade, disputou o torneio inglês de Wimbledon, famoso por momentos marcantes em sua grama sagrada. O que aparentava ser apenas mais uma adolescente atrás de seus sonhos, se transformou em lenda. Maria Esther Bueno conquistou seu primeiro título de Grand Slam, o que a levou ao posto de melhor tenista do planeta. Era o início de uma era, onde o Brasil ganhava uma heroína que deixaria um eterno legado.

 

Orgulhos múltiplos

 

Em uma época em que era raro uma atleta do Brasil competir em nível de igualdade contra americanas, australianas ou europeias, Maria quebrava tabus, e mostrava ao mundo que seu país natal não era composto apenas pelo futebol. Mais do que isso, representava a força do esporte feminino, sendo capaz de dividir atenções com grandes eventos masculinos. Um ano antes da conquista da tenista em Wimbledon, a seleção brasileira masculina conquistava sua primeira Copa do Mundo em 1958, título celebrado juntamente com as alegrias trazidas pela “bailarina”.

 

Galeria de títulos

 

Ao fim de sua carreira, Maria Esther Bueno acumulou 89 títulos, sendo 19 no nível Grand Slam – sete na categoria simples, 11 em duplas femininas e um em duplas mistas.

 

Inspirações e homenagens

 

Com a histórica carreira e quebra de padrões, a lenda brasileira deixou uma legião de fãs, contribuindo para o surgimento de várias atletas. Era um novo tempo. Uma esperança nascendo, onde as mulheres pudessem se consolidar em meio ao cenário esportivo mundial.

O tenista Gustavo Kuerten, o Guga, sempre fez questão de enaltecer a rainha do tênis brasileiro, dando ênfase à fonte de inspiração representada por Maria.

Nos últimos anos, a “bailarina das quadras” presenciou grandes homenagens realizadas no Rio Open. Além disso, a quadra central do Centro Olímpico de Tênis foi batizada com seu nome. Maria também era convidada de honra em todas as edições de Wimbledon.

 

Morte

 

Em 2017, a rainha do tênis brasileiro foi diagnosticada com um câncer bucal. Mesmo passando pela pior fase da vida, ela ainda praticava o esporte de maneira recreativa.

No dia 8 de junho de 2018, Maria Esther Bueno teve seu falecimento confirmado. O que jamais morrerá, porém, é sua página na história do esporte e da consolidação do tênis feminino brasileiro.

 

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