Opinião: Porque fazemos “Um minuto de Silêncio” no esporte

Com muita dor no coração, e pêsames as famílias, escrevo uma pauta sobre o “Um minuto de silêncio”. Entenda o motivo de fazermos essa homenagem póstuma, e que Deus conforte os corações de todos que perderam um ente querido.

Lucas Correia
Colaborador do Torcedores

Crédito: Credito: Leo Pinheiro/Agencia Estado

O “Um minuto de silêncio” é uma homenagem a uma personalidade após seu falecimento. Muito comum em jogos de futebol,  é uma tradição antiga, que foi iniciada após o final da I Guerra Mundial. Esse minuto é um momento sagrado para nos lembrar das pessoas que se foram.

Em 2019 já tivemos várias tragédias que fizeram o inicio de uma partida manter-se em silêncio. O incêndio do Ninho do Urubu, a catástrofe em Brumadinho, a Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, a queda o helicóptero com o Jornalista Boechat e o piloto, e também avião com o jogador Emiliano Sala. 

Esse “um minuto de silêncio” é, ou deveria, ser utilizado para um momento de introspecção. Para nos lembrarmos de do falecimento e honramos suas vidas e transmitir que estamos lembrando.

No futebol, o silêncio já era respeitado pelos jogadores, arbitragem e comissão técnica. E após vários incidentes de grande comoção, finalmente a torcida começou a respeitar o homenageado. Além de muitas homenagens que os clubes fazem além do um minuto. Por exemplo o Santos, que homenageou o atacante Coutinho, o Corinthians as vítimas da escola. Os mineiros Cruzeiro e Atlético também prestaram homenagem pelo incidente de Brumadinho.

O minuto de silêncio deverá continuar sendo respeitado por todos. O tempo deverá ser utilizado para nos recordarmos dos que partiram. E se entendermos que as pessoas que vão deixam saudade por onde passaram, nos tornaremos mais empáticos com o próximo.

Como começou

Após o armistício da I Guerra Mundial em 1918, alguns consideraram que “comemorar” o final da Guerra, poderia ser uma desonra. Então o Sir Percy Fitzpatrick enviou uma carta para o Rei George V, sugerindo dois minutos de silêncio. Porque os mortos mereciam ser lembrados pelo que fizeram durante.

Segundo o History, o rei sensibilizado decretou que na 11ª hora do 11º dia do 11º mês poderia haver dois minutos de suspensão das atividades, para reverência dos que partiram durante a Grande Guerra.

O site afirma que Edward George Honey, jornalista Australiano, publicou uma carta para o Rei George V, no London Evening News. Mas afirma que não sabe se o pedido foi lido, sendo chamado de dia Memória Nacional de Honey.

Rei George V, em 17 de novembro de 1919 fez uma proclamação oficial de que na hora em que o armistício entrou em vigor, na 11ª hora do 11º dia do 11º mês, pode haver pelo breve espaço de dois minutos uma suspensão completa de todas as nossas atividades normais para que, em perfeita quietude, os pensamentos de todos possam estar concentrados na reverente lembrança dos mortos gloriosos- History, 2009

Já a revista Superinteressantes, afirma que o primeiro ato de silêncio como rito foi da coroa Portuguesa. Onde se passaram dez minutos em silêncio pela morte do Barão Branco, Ministro de Relações Exteriores, em 1912. Após isso, vários parlamentos aderiram a homenagem, mas apenas reduziram o tempo.

Importa a origem, mas a atitude de “honrar” o falecido foi passada adiante utilizada 100 anos depois. O esporte integrou o ato e sempre no inicio de qualquer modalidade esportiva, teremos um minuto para lembrar de pessoas que partiram.

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