Opinião – Santos 2 x 0 Red Bull Brasil: Peixe soube se adaptar no Pacaembu

O Santos encerrou o jejum de três jogos sem vencer na temporada. Melhor que isso. Venceu a boa equipe do Red Bull Brasil por 2 a 0, no Pacaembu, em jogo que soube se adaptar ao que uma partida de mata-mata traz. Volúpia e intensidade de início, concentração e maturidade na segunda etapa. Assim, a classificação à semifinal está encaminhada.

Fábio Dias
Jornalista formado pela Universidade Nove de Julho, com especialização em Jornalismo Esportivo pela Cursos Prado.Os 140 caracteres do Twitter não estavam sendo suficientes para analisar todos os jogos que o autor acompanha durante a semana. O mundo é uma bola, nada mais justo do que este perfil retratar todas as nuances do esporte mais sensacional que já inventaram. Análises táticas, técnicas e históricas sobre os campeonatos do Brasil e do Mundo, com olhar crítico, aqui no Torcedores.

Crédito: Peixe venceu, com boa apresentação de Carlos Sánchez. (Foto: Twitter do Santos)

O Peixe foi intenso para marcar forte logo no ataque, num 4-2-3-1 mais trivial. Foram 13 finalizações até o intervalo.

A partida envolvendo duas das três melhores equipes do campeonato foi bastante disputada na primeira etapa. Com o Red Bull sofrendo bastante para tentar sair de trás, de forma trabalhada.

Três erros de passe na saída e um gol (bem anulado pelo VAR), em que Léo Ortiz deu a bola nos pés de Rodrygo. O passe encontrou Pituca livre, em posição de impedimento, para marcar.

Aos 10, em falta sofrida por Rodrygo, Carlos Sánchez cobrou fechado. A bola viajou a área e morreu no cantinho de Julio Cesar. Era o melhor momento santista, porque Jorge Sampaoli colocou um atacante mais próximo do gol: Eduardo Sasha. O cara responsável por incomodar a zaga na saída de bola. Com liberdade para o garoto comprado pelo Real Madrid.

Passada a turbulência, o Red Bull soube se portar fora de casa. Na inversão de Osman por Claudinho, os homens rápidos de beirada, que aceleravam e chegavam bem. Até porque a zaga santista não é ponto forte do time.

No meio da área, o time de Campinas chegou duas vezes, com perigo, com Ytalo. O camisa 10 perdeu gol feito, a cinco metros do gol. E parou em Vanderlei, em chute perigoso, praticamente da marca penal. Ytalo ainda arrematou da entrada da área, em lance que o arqueiro santista quase engoliu um frango.

Adaptação do Peixe nos vestiários

Sustos que fizeram o Peixe não atacar loucamente depois do intervalo. Frieza para baixar as linhas de marcação e não ceder chances ao adversário, salvo em bolas paradas.

Com troca de passes, o Red Bull não foi capaz de envolver a defesa santista. Mesmo com posse de bola ligeiramente maior: 56% a 44%. Este fundamento, aliás, acabou sendo o calcanhar de aquiles da equipe de Antônio Carlos Zago. Erros de passe no próprio campo.

Foi assim que Carlos Sánchez partiu pela direita, depois de erro de Rafael Carioca. O cruzamento na área encontrou Copete no segundo pau. Passe para Pituca, enfim, marcar o seu gol.

Resultado de um Peixe mais consciente dos seus problemas defensivos. Mais consciente também no controle da partida. Vitória de 2 a 0 que permite ao time perder por um gol, no Moisés Lucarelli, na próxima terça-feira.