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PAPO TÁTICO: Compreendendo o milagre do Manchester United e a eliminação histórica do PSG

O Paris Saint-Germain é daqueles clubes chamados “novos ricos” do futebol mundial. Foi comprado por um grande investidor, trouxe jogadores badalados e colocou a Liga dos Campeões da UEFA como grande objetivo. No entanto, a falta de um rival à altura no futebol francês e a pressão absurda pela conquista da competição continental são os grandes adversários do time. A partida contra o Manchester United tinha tudo para ser tranquila. Adversário com nove desfalques, vitória por dois gols fora de casa e torcida confiante. Mas parece que algo acontece ali no PSG que as coisas desandam de uma maneira assombrosa. E a derrota por 3 a 1 dentro dos seus domínios deixou claro que o time de Thomas Tuchel precisa repensar muita coisa.

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Reprodução / Facebook / UEFA Champions League

Mesmo com o gol de Lukaku (em bobeira de Kehrer logo no início de partida), o time de Thomas Tuchel seguia dominando as ações no meio-campo e criando mais chances de gol. Tanto que conseguiu empatar a partida com Bernat aproveitando cruzamento de Mbappé. As coisas desandaram com o segundo gol do atacante belga (em falha lamentável de Buffon). O PSG parece ter sentido (e muito) a pressão e o medo de mais uma eliminação na competição que é a sua menina dos olhos. Do outro lado, Solskjaer se virava como podia para montar o time diante de nove desfalques. Incluindo o craque Paul Pogba, expulso no jogo de ida em Manchester. Apesar da vantagem no placar, tudo apontava para uma noite feliz para o escrete parisiense. Mas como o esporte em questão aqui e agora é o futebol…

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Solskjaer armou o Manchester United num 4-4-2 que dava liberdade a Lukaku e Rashford. Os dois infernizaram o trio de zagueiros do PSG e aproveitaram as bobeiras de Kehrer e Buffon. Do lado do PSG, o time sentiu o segundo gol do adversário, mas ainda tinha um certo controle da partida.

A calma para trabalhar as jogadas no primeiro tempo deu lugar à afobação nos 45 minutos finais. Mbappé tropeçava na bola e todo o time do PSG errava passes bobos no meio-campo diante das duas linhas do 4-4-2 de Solskjaer. Mesmo assim, o Manchester United pouco ameaçava a meta de Buffon. O treinador norueguês, que já havia acertado na entrada de Dalot no lugar de Bailly, apostou na entrada de dois jovens. Greenwood e Chong substituíram Ashley Young e Andreas Pereira para imprimir a correria pelos lados do campo. Do outro lado, o técnico Thomas Tuchel (que já havia mandado Meuier e Paredes para o jogo) viu o PSG desperdiçar chances de garantir a classificação para a próxima fase e sofrer a punição com o pênalti no mínimo duvidoso marcado pelo esloveno Damir Skomina após consulta ao VAR.

O PSG acabou pagando muito caro pelas oportunidades desperdiçadas e viu o United conseguir o gol da classificação com Rashford cobrando penalidade. Os segundos finais da partida foram de um desespero extremo do PSG diante de mais uma eliminação vexatória na Liga dos Campeões.

Este que escreve não marcaria a penalidade. Questão de interpretação de uma regra que ainda precisa de ajustes para facilitar a vida dos árbitros dentro de campo. O certo é que o Manchester United operou o segundo milagre dessa Liga dos Campeões ao superar o milionário PSG na casa do adversário e com um time completamente remendado. Mas a obsessão do time parisiense pela Liga dos Campeões vitimou mais um elenco que poderia ir bem mais longe na competição. E a história está aí para contar que não adianta nada ter 68 por cento de posse de bola e não conseguir colocar a redonda dentro do gol. Salto alto? Pode ser sim que a equipe tenha pecado pela soberba. Mas o ponto aqui é a eficiência. A Champions permite pouquíssimos erros nos jogos de mata-mata. E quando acontecem, eles costumam ser fatais.

O PSG terá muito o que repensar para a próxima temporada. Mas o caminho está numa postura mais calma e sem essa obsessão pela Liga dos Campeões. O time ainda precisa ganhar experiência, mais “casca” e buscar a tranquilidade e serenidade de campeões que conseguiram superar esse desejo louco pela “orelhuda”.

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