Red Bull Brasil pretende comprar clube para disputar Série B

A franquia da Red Bull no futebol brasileiro, fundada em 2007, vem sofrendo pressão para ocupar mais destaque nas competições nacionais. É a única, entre as franquias mundiais da marca, que não participa do principal torneio de clubes em seu país.

Adriano Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Facebook oficial RB Brasil

Sendo assim, o Red Bull Brasil, com sede em Jarinu, que fica a 71 quilômetros de São Paulo, precisa disputar, pelo menos, a Série B do Campeonato Brasileiro em 2019. Para isso, a marca de energéticos definiu três clubes do interior paulista para acertar uma possível compra ou parceria: Oeste, Paulista e Bragantino.

A prioridade seria o Oeste, clube que foi fundado em Itápolis, passou por Osasco e que há dois anos se transferiu para Barueri, na Grande São Paulo. Segundo informações do comentarista dos canais ESPN, Jorge Nicola, publicadas em seu blog no “Yahoo!”, o Red Bull Brasil fez proposta de R$ 35 milhões para assumir todas as operações esportivas da agremiação. Porém, caso a negociação se concretize, o RB Brasil teria que disputar a Série B deste ano com o nome e o uniforme do time rubro-negro, pois a tabela e o regulamento do campeonato já estão prontos e não há possibilidade de alterações.

No entanto, em entrevista ao site “Gazeta Esportiva”, o presidente do Oeste, Ernesto Francisco Garcia, afirma que recusou formalmente a proposta. Mesmo assim, os dirigentes do RB Brasil mantém as conversas junto ao clube de Barueri, confiantes num acordo.

Em relação ao Paulista, com sede em Jundiaí, a 60 quilômetros da capital, a intenção seria fechar uma parceria para utilizar o estádio Doutor Jayme Cintra nas partidas como mandante. Atualmente, o Red Bull Brasil realiza seus jogos no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (que pertence à Ponte Preta), e gasta anualmente cerca de R$ 1 milhão com o aluguel. O clube também não quer mais a concorrência na mesma cidade com os torcedores de Ponte Preta e Guarani.

Dirigentes do Paulista vêem com bons olhos uma eventual parceria, que pode ajudar o time a fazer uma boa temporada.

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A negociação com o Bragantino, tradicional clube do interior paulista, é considerada a mais improvável. Segundo reportagem publicada no site da ESPN, o presidente do Bragantino, Marquinho Chedid, disse em conversa reservada ao técnico da equipe, Marcelo Veiga, que “jamais faria um negócio desses por compromisso com a família e a cidade“.

Apesar disso, no último domingo (10 de março), o narrador dos canais SporTV, Odinei Ribeiro, postou em sua conta no Twitter a seguinte frase: “Se nada mudar nas próximas horas, o Red Bull comprará o Bragantino”. Oficialmente, o clube de Bragança Paulista, que retornou à Série B do Campeonato Brasileiro em 2019, diz que só mantém conversas junto ao RB Brasil sobre contratação de possíveis reforços para o restante da temporada.

Em caso de um desfecho positivo nas tratativas com Oeste e Paulista, o Red Bull Brasil assumiria inteiramente o Oeste (que deixaria de existir) e disputaria já neste ano a Série B do Campeonato Brasileiro. Os jogos como mandante passariam a ser realizados no estádio do Paulista, em Jundiaí. Em contrapartida, o RB Brasil ajudaria financeiramente o clube.

A companhia de energéticos também possui clubes de futebol na Áustria (RB Salzburg), onde foi criada em 1987, na Alemanha (RB Leipzig) e nos Estados Unidos (New York Red Bulls) e todos eles disputam a elite do futebol em seus respectivos países. O Red Bull Brasil disputou três competições nacionais desde que foi criado: a Série D dos Campeonatos Brasileiros de 2015 e 2017, e a Copa do Brasil de 2016. Em todas, foi eliminado na primeira fase.

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