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Alvo de racismo em jogo na Bolívia, brasileiro revela choro dos filhos: “Viram tudo pela TV”

Três dias após ser vítima de racismo no duelo entre Blooming x Jorge Wilstermann pelo Campeonato Boliviano, o brasileiro Serginho convocou uma coletiva para falar do caso publicamente pela primeira vez. Na conversa com os jornalistas, o meia desabafou sobre os xingamentos recebidos e revelou a angústia dos filhos, que assistiram todo o caso pela televisão.

Cido Vieira
Jornalista formado e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com desde o ano de 2017, já acumulei diversas funções no site e atualmente me dedico a cobertura do futebol nordestino. No Twitter, @cidovieira90.

Crédito: Reprodução

“Meus filhos choravam o tempo todo em casa, quando cheguei. Tenho um filho de 11 anos e uma filha de 10. Eles choravam o tempo todo, porque sabiam o que tinha acontecido. Quando atinge a gente e a família e os filhos, temos que repensar o futuro”, declarou Serginho.

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Identificado com o Jorge Wilstermann, clube que defende desde 2017, o jogador garantiu o “fico” na equipe, disse perdoar autores do racismo, mas levantou o pedido para que casos como estes não sejam mais vivenciados, solicitando assim um posicionamento mais ostensivo e presente da federação boliviana.

“Vou ficar porque amo este clube, e não tenho que fazer média com ninguém. Tudo o que tenho, devo muito a este clube que nunca me abandonou em nenhum momento. Perdoo todos que fizeram isso comigo, tem que abrir um precedente para tudo isso acabar de uma vez por todas”, reclamou.

Atacado com diversos xingamentos vindos da arquibancadas, Serginho tomou a decisão de deixar o gramado, e apesar do perdão, o meia brasileiro pediu um pensamento mais “humano” dos torcedores, antes de praticarem tal tipo de ação.

“Tenho família, tenho filhos; estavam todos vendo pela TV. É lamentável que a gente enfrente essas coisas, eu suportei até quando deu, até onde deu. Tem um momento que não dá mais. Somos todos iguais, não sou diferente pela cor da minha pele. Há só uma raça, a raça humana”, finalizou.

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