Wendell quer disputar Liga dos Campeões para ganhar espaço na Seleção

Wendell apareceu para o futebol brasileiro com a camisa do Londrina, em 2013, no ano em que a equipe voltou a disputar o título do Campeonato Parananense, mas sucumbiu para o Coritiba. No ano seguinte o lateral-esquerdo foi para o Grêmio, fez um grande primeiro semestre e se transferiu para o Bayer Leverkusen, da Alemanha, clube onde está até hoje e mantém uma regularidade há cinco temporadas.

Matheus Camargo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

O Leverkusen proporcionou uma mudança de patamar para Wendell, que é sondado por gigantes europeus e chegou a ter o nome vinculado ao PSG na janela de transferências do meio do ano passado. Em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, o lateral-esquerdo fez muitos elogios ao atual clube, mas disse que um fator específico o deixa em desvantagem em relação a outros jogadores.

“O Leverkusen é um dos maiores clubes da Europa e a estrutura aqui é sensacional. Além disso, a Bundesliga é uma das maiores e mais competitivas ligas do continente. Quanto a isso, acho que não tem problema”, explicou o atleta.

“O que eu acho que pode estar pesando contra mim é o fato de o clube não disputar a Liga dos Campeões. A lateral-esquerda é uma das posições mais concorridas na Seleção e, na minha opinião, os jogadores que estão na Champions podem ter alguma vantagem.”

O jogador está no radar de Tite, assim como esteve no de outros treinadores da Seleção Brasileira, mas como o próprio citou acima, a concorrência é grande. Além de Marcelo e Filipe Luís, que estiveram na disputa da Copa do Mundo da Rússia em 2018, Alex Sandro e Alex Telles pedem passagem e querem vaga nas convocações.

“Já fui convocado pelo Tite e um dos meus principais objetivos na carreira é voltar para a seleção e disputar uma Copa do Mundo”, deixou claro o defensor.

Se a posição de origem de Wendell é a lateral-esquerda, no Bayer Leverkusen as coisas mudaram. O próprio jogador disse na entrevista que prefere ter liberdade para chegar ao ataque e é perceptível que seu principal vigor é o apoio. Até por isso, o atleta chegou a ser escalado como ala ou meia pelo lado esquerdo em várias partidas.

“Já estou na minha quinta temporada e atuei em várias posições. Eu amadureci muito taticamente e acho que consegui me adaptar bem em diversas situações. Hoje, não tenho preferência, mas gosto de ter a liberdade de chegar mais ao ataque.”

O Bayer Leverkusen está na briga pela última vaga para a Liga dos Campeões da próxima temporada. Com 42 pontos e na 6ª posição, o time de Wendell está quatro pontos atrás do Borussia Monchengladbach, que ficaria com a última vaga se a Bundesliga terminasse hoje.

“Nós temos feito bons jogos na Bundesliga, como na vitória sobre o Bayern (no último dia 2 de fevereiro), mas, realmente, nosso time ainda não conseguiu manter uma regularidade na temporada. Precisamos encontrar um equilíbrio para somar o maior número de pontos nessa reta final.”

Eliminado da Liga Europa pelo Krasnodar, o Leverkusen está focado apenas na briga pela vaga na Champions. A equipe volta a campo no domingo (17), contra o Werder Bremen, na BayArena.

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