Cruzeiro divulga nota e contesta dívida anunciada pela concessionária do Mineirão

Em nota oficial, o Cruzeiro contestou a dívida de R$ 26 milhões referentes ao custo operacional do Mineirão. Segundo os dirigentes da Raposa, o débito é de aproximadamente R$ 18 milhões, ou seja, valor abaixo do que foi repassado pelo diretor comercial da Minas Arena, concessionária administradora do estádio, Samuel Lloyd.

Ramon Lopes
Foi editor do semanário BolanoBarbante, apaixonado por esportes, entusiasta das corridas de rua e dos jogos de tênis.

Crédito: Ramon Lopes/Torcedores.com

Segundo informa a nota divulgada pelo Cruzeiro, a diretoria celeste explica que desde 2016 tem depositado 25% da renda líquida das partidas em uma conta judicial e a quantia acumulada até o momento está na casa dos R$ 10 milhões. Ainda segundo a nota, na administração do presidente Wagner Pires de Sá, o valor da dívida é de R$ 1,8 milhão.

Além disso, a diretoria do Cruzeiro alega que só voltou a pagar as despesas porque vislumbra um melhor relacionamento com a Minas Arena. O clube celeste ainda alega que a concessionária tem outras fontes de receitas e que só são impulsionadas devido aos jogos do time no estádio.

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“A concessionária possui diversas fontes de receitas que só são estimuladas pelos jogos do Cruzeiro, entre elas 2/3 do lucro do estacionamento e dos bares, exploração publicitária de forma exclusiva do espaço do estádio que não sejam placas no gramado, venda de cerca de 6 mil ingressos nas áreas nobres do Mineirão, comercialização dos camarotes e de pacotes anuais de ingressos, uma vez que o Cruzeiro é o único clube que garante ao estádio um calendário fixo de eventos durante todo o ano”, afirma a nota.

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Confira a nota na íntegra:

O Cruzeiro Esporte Clube vem a público se manifestar a respeito de declarações dadas nesta terça-feira, 9 de abril, em diversos veículos de comunicação pelo Sr. Samuel Lloyd, diretor da Minas Arena, envolvendo o contrato em vigência entre o Clube e a concessionária que está responsável pela gestão do estádio Mineirão.

Em suas declarações, Samuel alega que o Cruzeiro não teria repassado à concessionária um montante que ultrapassa os R$ 26 milhões, valor contestado pelo Clube, relacionado ao custo operacional de seus jogos no estádio.

Devido ao contrato de fidelidade firmado pelas partes no ano de 2012, o Clube possui a prerrogativa de analisar as condições que a Minas Arena oferece para que outros clubes atuem no estádio e, caso queira, adotar este modelo desde então.

Desta forma, desde o mês de julho de 2013, após o Atlético-MG atuar no Mineirão sem a necessidade de pagar pelos custos operacionais em uma partida, o Cruzeiro – se baseando no contrato – entendeu que tinha o direito do mesmo tratamento e a questão entrou na esfera judicial, na qual permanece.

Diferentemente dos valores declarados por Samuel Lloyd, o Cruzeiro acredita que o atual montante esteja na casa de R$ 18 milhões, motivo de nova contestação judicial, uma vez que a Minas Arena alega que o valor chega a R$ 26 milhões. O Clube ainda esclarece que, desde junho de 2016, 25% da renda líquida em todos os seus jogos são depositados em juízo, valor este acumulado em mais ou menos R$10 milhões.

Cabe ressaltar que o montante relacionado à atual gestão administrativa do Cruzeiro Esporte Clube, do triênio 2018-2020, presidida por Wagner Pires de Sá, está na casa de R$ 1,8 milhão.

O Cruzeiro reitera que, mesmo tendo voltado a pagar por tais despesas, isso não significa que o Clube concorde com o que é cobrado pela Minas Arena, mas, sim, uma sinalização pela busca de uma melhora na relação cotidiana com a concessionária.

O Clube ressalta que, apesar de algumas declarações de Samuel Lloyd darem a entender que a Minas Arena poderia ter prejuízo devido à parceria, a concessionária possui diversas fontes de receitas que só são estimuladas pelos jogos do Cruzeiro, entre elas 2/3 do lucro do estacionamento e dos bares, exploração publicitária de forma exclusiva do espaço do estádio que não sejam placas no gramado, venda de cerca de 6 mil ingressos nas áreas nobres do Mineirão, comercialização dos camarotes e de pacotes anuais de ingressos, uma vez que o Cruzeiro é o único clube que garante ao estádio um calendário fixo de eventos durante todo o ano.

Por mais que o discurso por parte da concessionária e de seu principal representante seja o de cumprimento de contrato, é de conhecimento público que a Minas Arena vem sendo alvo de investigações e denúncias em órgãos especializados, como a CPI da Minas Arena, requerida pelo deputado estadual Léo Portela, que será submetida à apreciação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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