Deivid explica saída conturbada do Santos em 2001 e revela carro danificado por torcedores

O Santos encontrou no Joinville, em 1999, uma jovem promessa que resolveria o ataque do time por algumas temporadas. Deivid, que viria a construir história no futebol brasileiro, chegou e tomou conta da posição, fez gols, mas saiu sem custos dois anos depois, em processo que ficou vários anos na justiça, segundo o próprio revelou em entrevista publicada pelo UOL, nesta quarta (17).

Matheus Camargo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Santos FC Foto: Em 2004, Deivid voltou à Vila para ser campeão brasileiro

O jovem atacante queria um aumento salarial considerável, já que vinha com bons números, mas não recebeu proposta que o satisfizesse. Por isso, esperou seu contrato acabar e foi parar em um dos maiores rivais do Peixe.

“Eu botei o clube na Justiça. Na verdade, o clube me colocou na Justiça, porque acabou o contrato e eu saí livre. Eu queria ser valorizado. Veio um monte de medalhão na época, ganhando absurdos. Meu aumento ia ser quase nada”, apontou Deivid.

“Eles me desafiaram, disseram que eu não tinha para onde ir, mas eu tinha proposta. Do Corinthians e do Cruzeiro. Eu fui ficando, o Vanderlei Luxemburgo me ligando e quando acabou, eu acertei com o Corinthians.”

A torcida não gostou nada da transferência e pegou no pé de Deivid, que não conseguir mais pisar em Santos.

“Eu não podia andar em Santos. E minha esposa é daqui. Eu vinha pegar ela e a gente ia jantar em São Paulo, porque eu chegava em restaurante de Santos e ninguém me servia, arranhavam meu carro, chamavam o meu sogro de mercenário.”

Como tudo muda no futebol, Deivid voltou ao Santos em 2004, em contratação amplamente rejeitada pela torcida. Poucos meses depois, após um ano de muitos gols e conquista do Campeonato Brasileiro, deixou a baixada santista reverenciado para assinar com o Sporting, de Portugal.

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