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Ex-zagueiro fala com orgulho do Inter, lamenta lesão no ano “dourado” e projeta títulos: “Torço muito”

Coincidência ou não, o início do processo de transformação do Inter nos anos de 2000 se mistura com a chegada do zagueiro Wilson ao clube. Em 2003, ele era um dos poucos jogadores experientes em meio a um elenco repleto de jovens como Daniel Carvalho, Nilmar e Diego, todos eles comandandos por Muricy Ramalho, naquela que pode ser considerada a arrancada de um trabalho que culminaria no título mundial de 2006 sobre o Barcelona.

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/Facebook - Arquivo Pessoal

Só que o destino pregou uma peça no zagueiro, já aposentado dos gramados. Titular em 2003 e 2004, e assíduo na campanha do vice-campeonato brasileiro polêmico de 2005, Wilson sofreu uma grave lesão muscular e perdeu toda a temporada de 2006 – certamente a mais vitoriosa da história colorada com os títulos da Libertadores e do Mundial.

Com passagens também por clubes como São Paulo e Juventude, o ex-atleta conversou exclusivamente com a reportagem do Torcedores.com sobre o período vivido no Beira-Rio, onde falou, por exemplo, do relacionamento que mantinha com Fernandão e se mostrou na torcida por novos títulos do Inter – confira na íntegra abaixo:

Torcedores.com: Quais as tuas principais lembranças dos tempos de Inter?

Wilson: As lembranças que eu tenho do Inter são as melhores possíveis. Graças a Deus fui muito bem recebido por todos, posso citar o Fernando Carvalho, Muricy, Paulo Paixão, Clemer, Ismael, Claiton, Diego, Diogo, Vinícius, enfim, atletas, torcida, dirigentes, foi muito bom mesmo. A minha família, esposa e os três filhos adoram Porto Alegre. O Gre-Nal, por exemplo, é sem palavras. Um jogo que não tem como explicar o sentimento que é poder disputar. As amizades que fiz ao longo desses quatro anos marcaram bastante. Jogadores que fazem parte da história do clube e que tive a honra de jogar. E também pela honra de vestir essa camisa.

T: Você chegou em 2003 e viu o clube se transformar até virar uma potência para ganhar o Mundial. Como foi ver de dentro essas mudanças?

W: Foi ótimo vivenciar a evolução do clube na parte estrutural, e também do sentimento do torcedor em relação ao time. Um resgate de confiança que foi muito grande. Esse resgate do torcedor, a confiança dele, foi fundamental. Eu me sinto muito feliz de ter feito parte disso.

Relembre um gol de Wilson pelo Inter contra o São Paulo, em 2003, pelo Brasileirão:

T: Como era a liderança do Fernandão no grupo e a convivência com ele?

W: A liderança exercida pelo Fernandão era a melhor possível. Assim, era um cara fora de série, um cara incrível. E, claro, depois de tudo que aconteceu, é até difícil de falar sobre isso. Com o passar do tempo, tínhamos uma turma legal dos mais velhos no Inter aquela época, como o Clemer, Tinga, eu, Iarley, Fernando, André, Sangaletti. Eram jogadores que tinham posicionamentos importantes.

T: Como foi pra ti ter ficado de fora de quase todo o ano especial de 2006 por lesão?

W: Olha, foi difícil pra caramba ter ficado de fora durante aquele período. Eu lutei muito para realizar esse objetivo, mas ao mesmo tempo, mesmo de fora, fiquei feliz demais pelo meu clube e por meus amigos. Porque foi muito suado. Foi com muito trabalho desde 2003, quando eu cheguei e vi de perto o recomeço. Matando um leão por dia até chegar ao Mundial em 2006. Sou grato a todos que tiveram no Inter no tempo que passei.

T: Para fechar, você tem visto o Inter? Acredita em novos títulos como vocês conseguiram lá atrás?

W: Sim, claro. Com certeza. Eu torço muito pelo Inter. Ainda mantenho contato com o Adriano Loss, do departamento de futebol e logística do clube. Tem chance sim, com certeza. Eu sempre fico muito feliz de falar do Inter.

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