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Ídolo do Corinthians, relembre a carreira do Doutor Sócrates e suas conquistas

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, popularmente mais conhecido como Doutor Sócrates, nasceu no dia 19 de fevereiro de 1954 em Belém do Pará. Faleceu no dia 4 de dezembro de 2011, na capital paulista. Iniciou carreira no Botafogo de Ribeirão Preto e em 1978 estreou no Corinthians.

Severino José da Silva
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução Corinthians

Jogando com a camisa do Corinthians

Durante sua carreira no time alvinegro, dividiu os holofotes, atuando com o 8 na camisa, tendo como rivais grandes jogadores. Vale destacar jogadores do tricolor paulista, com os quais travou belíssimos duelos. O goleiro Valdir Peres (3 copas do mundo), Serginho Chulapa (maior artilheiro da história do São Paulo com 242 gols), o uruguaio Dario Pereyra (4 vezes  campeão paulista e 2 vezes campeão brasileiro) e Zé Sérgio(3 campeonatos paulista e 1 brasileiro).

Além dos craques do campeonato paulista,  o Magrão dividiu o cenário do futebol nacional com outros craques, a exemplo de Zico, Falcão, Eder, e Toninho Cerezo. O Doutor Sócrates atuou pelo Corinthians em 298 partidas, ajudou o Timão a conquistar os campeonatos paulistas de 1979, 1982 e 1983.

Na Seleção Brasileira

A primeira convocação aconteceu quando  tinha 25 anos. O primeiro jogo de Sócrates pela seleção foi no dia 17 de maio de 1979, no Maracanã. Marcou pela primeira vez na seleção, num jogo contra o Uruguai, no dia 12 de maio de 1979. Defendeu o Brasil em 63 partidas. Foram 41 vitórias, 17 empates e apenas 5 derrotas. Porém, uma das derrotas, foi pra Itália na Copa de 1982,  que provocou a eliminação do Brasil.

Acima da Média

Apesar de não ter conquistado nenhum título nacional e nenhuma copa do mundo, o Doutor Sócrates conquistou o reconhecimento de muitos, comprovando ser um craque digno de figurar ao lado de Pelé, Rivelino, Zico, Maradona e Leônidas.

Escreveu Juca Kfouri, no seu blog : O Magrão morreu cedo demais e faz muita falta…Mas deixou viva a memória de raro talento para jogar futebol e aguda sensibilidade e inteligência para tratar dos problemas do Brasil.

O calcanhar de Sócrates

Os passes de calcanhar  tornaram-se uma espécie de assinatura do Doutor. Assinatura feita com maestria, digna de textos elogiosos por parte de jornalistas do futebol. O jornalista Paulo Nogueira escreveu sobre o craque: “A visão prodigiosa lhe permitiu trazer uma inovação aos gramados: os passes de calcanhar. Esses passes, dados com a habitual classe com que Sócrates se movimentava, estão entre as coisas mais bonitas da história do futebol, comparáveis às bicicletas imortalizadas por Leônidas nos anos 1930”.

Quando ainda jogava no Botafogo de Ribeirão Preto , Sócrates fez um gol contra o Santos que chamou  a atenção pela habilidade demonstrada na jogada. O Doutor recebeu uma bola enfiada e levemente tocou por cima do goleiro Wilson. Porém, a bola caprichosamente bateu na trave e ele mesmo, esbanjando classe, apoiado no poste, completou para o gol vazio, com o calcanhar, assinando um dos seus mais belos gols. Até Pelé, presente na Vila Belmiro, aplaudiu.

Crítico, Contraditório e Revolucionário

Crítico por não se calar com o que não concordasse. Assim foi na famosa Democracia Corintiana. Contraditório porque mesmo sendo um jogador de futebol, poucas vezes na carreira atingiu o nível de um atleta profissional, sempre foi e nunca escondeu, um apreciador de bebidas e fumante. Hábitos que tiveram de ser deixados de lado para jogar a copa de 1982, quando atingiu o topo da forma física, digna de um atleta e capitão da amarelinha. Revolucionário, porque em plena ditadura se opôs ao regime e brigou pelas Diretas. Sua postura revolucionária rendeu matéria escrita por Nicolas Bourcier, jornalista francês que se referia ao craque, chamando-o de “jogador rebelde”.

Admirado e homenageado

O Doutor Sócrates recebeu inúmeros elogios pela sua forma de jogar futebol com classe, habilidade, visão de jogo e noção espacial. A atriz Sônia Braga era sua fã e não poupava elogios ao jogador. Por ser vascaína demonstrava o desejo de ver o Doutor jogando no clube cruzmaltino. Certa vez disse: “Eu, como atriz, sinto em Sócrates toda uma consciência de espaço cênico. Até vibrar diferente ele vibra. Não tem o compromisso da comemoração do gol como o Pelé, por exemplo, com aquele soco no ar. Ele não vibra mais que o gol. Vibra na medida exata.”

O comentarista e ex-jogador, Casagrande, que jogou com Sócrates no Corinthians, escreveu  em parceria com o jornalista Gilvan Ribeiro,o livro “Sócrates & Casagrande – uma história de amor” publicado no ano de 2016. No livro há relatos sobre a amizade, admiração e cumplicidade entre os dois craques.

 

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