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Inter identifica agressor de jornalista que foi assediada antes de confronto com o River

O presidente Marcelo Medeiros, do Inter, publicou em seu Twitter oficial que o clube encontrou o responsável por assediar a jornalista Laura Gross, da Rádio Guaíba, agredida enquanto trabalhava antes do confronto com o River Plate, pela Libertadores.

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016. Radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Reprodução

“O agressor da jornalista Laura Gross foi identificado pelo clube. A denuncia será encaminhada à ouvidora para abertura de processo disciplinar, podendo resultar na exclusão do quadro social. Mais uma vez o Internacional manifesta seu repudio a toda forma de agressão”, publicou o mandatário do Inter.

O dirigente tinha usado seu perfil oficial para lamentar o ocorrido e para informar que o clube abriria investigação para encontrar o agressor.

A profissional agradeceu ao presidente do Inter pela investigação e por achar o responsável pelo assédio.

“Obrigada presidente! E a informação que recebemos é que o torcedor atacou também outras TRÊS mulheres depois de mim.”

A denúncia
Jornalista da Rádio Guaíba e a trabalho em Inter x River, Laura Gross denunciou o assédio em seu Twitter por meio de uma thread (série de tweets em sequência). Veja o texto publicado pela profissional:

“Essa era eu, no início de mais uma jornada esportiva pela Guaiba. Essa foto deve ter sido tirada por volta das 17h quando começamos a transmissão. Só que depois o assédio de um torcedor conseguiu estragar o que poderia ter sido uma noite tranquila.

Próximo da entrada do portão da imprensa, onde ficou eu e outros colegas de rádio, por volta das 18h20 um torcedor que disse ser de São Miguel do Oeste tentou me beijar DUAS vezes. não, não foi nenhuma e nem uma… foram DUAS.

Ele estava acompanhado de outro “amigo”. Eu senti que estavam bêbados, dava muito bem para perceber. Começaram me dizendo que queriam dar entrevista pq eu era uma repórter MUITO LINDA. “Não podemos ir embora sem aproveitar, né?”

Tentei de início, ouvi-los e não ser arrogante nem demonstrar medo. Mas depois que um deles veio em minha direção, segurou minha cabeça e tentou me dar um beijo a força eu percebi que perdemos. Perdemos como seres humanos, humanidade, como sociedade.

Ali, depois da primeira tentativa e de eu REFORÇAR pra ele parar e tentar sair a todo custo, ele seguiu. Sim, ele tentou MAIS UMA VEZ. Foi quando eu empurrei a cara do desgraçado com meu cotovelo e gritei mandando sair QUE EU NAO QUERIA BEIJO.

Ele disse DE NOVO, “mas tu é tão linda menina”. Pode parecer estranho pra você homem que tá lendo ou para algumas mulheres também. Mas isso foi em SEGUNDOS. tudo isso que eu estou relatando não deve ter durado 1 minuto. Mas sabe o quanto isso durou em mim?

Até agora pela manhã. Até ontem quando não consegui terminar meu trabalho da forma como eu gostaria. Até ontem quando cheguei em casa e tentei dormir e só lembrava que o cara tinha me babado a bochecha e poderia ter sido pior. ‏

Eu não quero me fazer de vítima. Eu não quero SER VÍTIMA. eu não quero que mais NINGUEM SEJA VITIMA. eu quero que os homens PAREM. eu quero que também parem de CLUBISMO. Eu vou relatar assédio em qualquer estádio, eu vou lutar pra isso ter fim.”

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