Jornalista explica polêmica sobre lista dos maiores clubes do Brasil: “Nem sempre tradição corresponde a grandeza”

O jornalista Rodrigo Capelo, especializado em negócios do esporte, causou polêmica durante uma edição do quadro “Acabou a brincadeira”, do SporTV, ao listar apenas quatro clubes brasileiros como os maiores do país na atualidade. Ele ainda colocou equipes como Santos e Vasco na lista dos “times que não são mais grandes”. Após a grande repercussão, Capelo usou seu blog no Globoesporte.com para justificar sua lista.

Danielle Barbosa
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/SporTV

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O título da matéria destaca: “Por que precisamos falar sobre concentração de riquezas e a grandeza do seu clube de futebol”, e ao longo do texto, Rodrigo Capelo argumenta que o futebol brasileiro não tem mais 12 grandes clubes, isso porque, segundo ele, “a origem desse problema está desigualdade em termos de torcida e dinheiro”.

Capelo faz questão de deixar claro que não se trata de um pedido de desculpa aos torcedores e clubes que ficaram chateados ou se sentiram ofendidos, mas defende sua tese. “Meu critério para grandeza é competitividade. Na verdade o único. Grande é o clube que entra para ganhar as competições que disputa, embora passe por más fases de tempos em tempos e isso não acabe imediatamente com o status. Leva tempo.

“Ídolos do passado, títulos históricos e camisas icônicas são importantíssimos para formar tradição, mas nem sempre tradição corresponde a grandeza. Este é o meu critério. Você pode ter outro”, ressalta.

O jornalista cita diversos exemplos, tanto na Europa como no próprio futebol brasileiro, expondo a diferença financeira entre os quatro grandes clubes cariocas – Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.

Por que digo que o futebol brasileiro terá apenas cinco grandes clubes? Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm as condições mais vantajosas para seguir no topo. O carioca tem torcedores espalhados por todo o país e faz uso deles para arrecadar mais. Os paulistas estão sediados na capital mais rica e populosa do país, dona da segunda renda per capita, onde tudo se torna mais fácil. A captação de patrocínios, o incentivo para que o torcedor vá ao estádio, tudo o que faz com que torcida vire dinheiro, e dinheiro vire competição”, acrescenta.

Não, eu não preciso pedir desculpas por dizer que a grandeza do seu clube está seriamente arriscada, isso se já não tiver sido desperdiçada. Em primeiro lugar, porque não há demérito em torcer para um clube de dimensões estaduais ou municipais. Nenhum desmerecimento. Em segundo, porque o movimento das placas tectônicas do futebol brasileiro não é causado por mim, um mero explicador do que ocorre”, completa o texto.

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