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Luís Roberto pede reflexão no futebol após morte de Valdiram: ‘situação muito triste’

O ex-jogador Valdiram foi assassinado no último sábado (20) após anos vivendo como morador de rua no Rio de Janeiro e em São Paulo. Artilheiro de Copa do Brasil pelo Vasco, o ex-atacante era dependente químico e jamais conseguiu seguir em um tratamento de recuperação.

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016, radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Divulgação/Vasco

Durante o Bem, Amigos, do Sportv, na última segunda-feira (22), o narrador e apresentador do programa, Luís Roberto, pediu reflexão e atenção ao mundo do futebol a casos como o de Valdiram, que foi morto a pauladas por outros moradores de rua.

“Fica a reflexão sempre. É uma pena. A vida do futebol, pelo fato de trazer a oportunidade a cidadãos brasileiros, a inclusão mesmo, tem esse papel, mas também convive muito com esse tipo de situação, que é muito triste.”

O programa recuperou uma entrevista de Valdiram ao Museu da Pelada, concedida há dois anos, quando o próprio ex-atleta revelou a dificuldade em superar a dependência química.

“Não é fácil”, começou Valdiram. “A maior química que ingeri dentro da minha vida foi o álcool. A cocaína eu vim a usar com 28, quase 30 anos de idade. Passei a entender, foi por influência. A primeira vez que experimentei, acabou. Toda a vez que bebia, meu nariz coçava, a abstinência batia, eu tinha que mandar um cara na favela para buscar para mim. A maior decepção da minha vida foi entrar na cocaína. Para se libertar dela não é fácil.”

Após a apresentação do trecho, o comentarista e ex-jogador Roger Flores relembrou confrontos contra o ex-atacante do Vasco, que fez dupla com Romário em 2006. Segundo o ex-meio-campista, Valdiram era ‘o atacante que todo meia sonhava em jogar’.

“Teve uma carreira de vários times importantes, mais de 20, muito marcante. No Vasco, fazia ataque com o Romário”, relembrou Luis Roberto.

“Tentou jogar no Olaria, tentou e não conseguiu”, disse o apresentador, citando a última passagem de Valdiram por um clube profissional.

“Temos situações que não exatamente são como a do Valdiram, de outros jogadores como o Jobson (ex-Botafogo), por exemplo, de clubes que tentam, para que eles consigam tomar o rumo deles e jogar futebol.”

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