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“Não senti racismo em Londres, mas isso mudou quando cheguei a Liverpool”, afirma Sterling

Raheem Sterling se tornou uma das grandes referências contra o racismo no futebol europeu. Com diversos casos nos últimos dias, incluindo envolvendo ele mesmo, o atacante vem se posicionando como ativista social, além de fazer brilhante temporada com a camisa do Manchester City, sendo um dos principais jogadores da temporada.

Paulo Foles
Jornalista, amante da escrita e apaixonado por esportes. Falo sobre futebol internacional, nacional e esportes americanos, principalmente NFL e NBA. Santista e apreciador do bom futebol. Twitter: @PaulFoles

Crédito: Foto: Divulgação Twitter/Manchester City

Neste fim de semana, Sterling recebeu o prêmio de esportista do ano da Sociedade Britânica para a Diversidade Étnica. Durante o discurso da vitória, o jogador falou um pouco sobre o racismo dentro da Inglaterra e de suas experiências.

“Para ser honesto, em Londres nunca senti qualquer tipo de racismo. As escolas na capital apresentam uma diversidade étnica bastante grande e por isso toda a gente lida bem com essa mistura. Isso mudou quando me mudei para o norte e cheguei a Liverpool. Ai encontrei racismo, enquanto estava na academia do Liverpool”, desabafou Sterling.

“Enquanto crescia, a minha mãe sempre me disse para ter orgulho da cor da minha pele. Sei que sou negro e tenho muito orgulho nisso. Além disso, nunca fui uma pessoa de me conter quando as coisas estão mal. Falo e defendo o que acho correto. Sempre fui assim e sempre serei”, concluiu o atacante do Manchester City.

Nascido na Jamaica, Sterling se mudou para Londres ainda criança para acompanhar sua mãe que lutava por uma vida melhorar. Ele jogou por QPR e Liverpool até chegar no Manchester City, onde passou de questionado para uma das principais peças do elenco. Nesta temporada, Raheem têm 19 gols e 16 assistências em 42 partidas, uma boa média no número de participações diretas em gols.

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