Red Bull Brasil é exceção entre os finalistas da quarta divisão desde 2005

Desde que a FPF unificou os campeonatos da B1, B2 e B3 e criou a nova Segunda Divisão, em 2005, os campeões e vices da competição têm tido muitas dificuldades para manter o crescimento rumo à Série A1. O ‘novo rico’ Red Bull Brasil é a nobre exceção.

Iberê Riveras
Colaborador do Torcedores

Um total de 27 clubes participaram das finais da segunda divisão (de fato, é a quarta) desde 2005, quando a FPF unificou três competições. O Oeste Paulista (que virou Grêmio Prudente) e o São Vicente licenciaram-se e não disputam competições oficiais este ano.

O fenômeno de ‘não aguentar o nível de cima’, no caso, a A3, aconteceu com nada menos do que 11 clubes, que retornaram para o último nível. Até mesmo o São Carlos, campeão duas vezes, voltou para o ‘fundo do poço’.

Permanecem na A3: Pão de Açúcar (que virou Osasco Audax), Batatais, Velo Clube, Capivariano, Nacional-SP, Desportivo Brasil, EC São Bernardo, Primavera e Comercial.

Melhores posicionados, atualmente na A2, estão Votuporanguense, Água Santa, Atibaia e Portuguesa Santista.

Apenas o Red Bull Brasil, de mudança para Bragança Paulista, foi campeão em 2009 e hoje figura na elite do futebol paulista.

Ano – Campeão/Vice

2005 – São Carlos (4ª)/Osvaldo Cruz (4ª)
2006 – União Mogi (4ª)/Catanduvense (4ª)
2007 – Oeste Paulista*/Itapirense (4ª)
2008 – Pão de Açúcar** (A3)/Batatais (A3)
2009 – Red Bull Brasil (A1)/Atlético Araçatuba*** (4ª)
2010 – Taboão da Serra (4ª)/Velo Clube (A3)
2011 – Independente (4ª)/Capivariano (A3)
2012 – Votuporanguense (A2)/São Vicente****
2013 – Matonense (4ª)/Água Santa (A2)
2014 – Nacional-SP (A3)/Atibaia (A2)
2015 – São Carlos (4ª)/Fernandópolis (4ª)
2016 – Portuguesa Santista (A2)/Desportivo Brasil (A3)
2017 – Manthiqueira (4ª)/EC São Bernardo (A3)
2018 – Primavera (A3)/Comercial (A3)

* atual Grêmio Prudente (licenciado)
** atual Osasco Audax
*** atual Andradina
**** licenciado

Ão ão ão, segunda divisão!

Ao longo dos tempos, a segunda divisão do Campeonato Paulista teve vários nomes, dezenas de fórmulas de disputa e um sem-número de participantes. Ganhou importância quando, em 1948, foi introduzida a Lei do Acesso. Naquele ano, o XV de Piracicaba bateu o Linense na final disputada no Palestra Itália e garantiu a inédita conquista.

Durante as décadas de 60, 70 e 80, era chamada de ‘Intermediária’, expressão relembrada com carinho pelos mais ‘experientes’.

Em 1990, a FPF, já dirigida pelo ‘mitológico’ Eduardo José Farah, resolveu valorizar seus produtos fugindo da terminologia ‘segunda divisão’. Primeiro, surgiram os grupos 1 e 2, substituídos em 94 por A1, A2 e A3. Não foi o suficiente e a letra ‘B’ também foi convocada. Até ‘B3’ tivemos, entre 2001 e 2003, para não ter de assumir o que seria uma vexatória ‘sexta divisão’. O apelido ‘Bezinha’ é utilizado até hoje.

Neste 2019, temos na primeira divisão 48 clubes, divididos em A1, A2 e A3: 16 em cada. A segunda divisão começa neste sábado (6) com 41 clubes. Em que pese a novidade de atletas com mais de 23 anos não poderem participar – medida que vigora desde 2017 –, teremos mesmo é o começo da quarta divisão do Campeonato Paulista.

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