Sterling quer punições mais duras para combater o racismo no futebol

O jogador Sterling, do Manchester City, possui um forte posicionamento em relação ao combate ao racismo no futebol e pede por punições mais pesadas aos clubes.

Flavio Souza
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação / Facebook oficial Sterling

Em notícia reproduzida no site “The New York Times“, o atacante cobra que os clubes sejam responsabilizados por ações racistas de seus torcedores.

Sterling, que assinou um manifesto exigindo punição adequada para comportamentos racistas e discriminatórios, acredita que os comportamentos racistas iriam diminuir caso existisse punição esportiva para os clubes dos torcedores envolvidos.

“Eu pediria por uma retirada de nove pontos para uma situação de racismo.

Parece pesado, mas qual fã iria arriscar um comportamento racista se isso pudesse fazer sua equipe ser rebaixada ou arruinar a chance de título?

O clube deveria jogar três partidas sem público, de portas fechadas. Dessa forma, eles perdem receita como uma consequência direta do comportamento racista”.

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Falta de ações de quem comanda o futebol

Sterling critica a falta de ações efetivas para resolver o problema do racismo como um todo.

“Em todo o mundo, jogadores negros e asiáticos, fãs e treinadores estão sujeitos ao racismo. Todos os dias, desde o futebol no parque até a Liga dos Campeões.

Na minha opinião, as pessoas que comandam o jogo não estão nem perto o suficiente para resolver o problema. E isso não é bom o suficiente.

Eu não sei quanto tempo levará para as coisas mudarem, mas temos que começar agora. Eu não quero que a próxima geração de jogadores negros tenha que suportar esse mal”.

Racismo na pele

O atacante inglês sofreu com casos de abusos racistas durante as eliminatórias da Eurocopa de 2020, em Montenegro, em março deste ano, com muitos outros casos registrados no futebol europeu nos meses recentes.

Por conta disso, Sterling se juntou a um número de profissionais e clubes para endossar o manifesto, que também busca valorizar e dar oportunidade para pessoas negras de minorias étnicas em altos cargos no futebol e garantia de nenhuma punição para os jogadores que saírem do campo quando passarem por casos de racismo.

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