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Após derrota em ação movida contra o São Paulo, Wesley terá de arcar com despesas processuais

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Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução

Em novembro de 2018, o jogador Wesley processou o São Paulo exigindo R$ 159 mil, à título de multa por atraso de pagamento em parcelas de acordo de rescisão.

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Atualmente no América-MG, Wesley moveu uma ação contra o São Paulo por suposto atraso no pagamento de parcelas de sua rescisão contratual, chegando a um valor de R$ 160 mil.

O volante teve vínculo com o Tricolor de fevereiro de 2015 até agosto de 2017, quando teve seu contrato rescindido pelo clube.

No último dia 07 de fevereiro em uma audiência de conciliação as partes envolvidas se reuniram, porém não chegaram a um acordo.

Com isso a justiça deixou a decisão do mérito da ação para o juiz.

Na última segunda-feira, a 3ª Vara Cível do Butantã, em sentença assinada pelo juiz Paulo Baccarat Filho, deu razão ao São Paulo, com direito a “puxão de orelha” em Wesley, porque, durante a apresentação de provas, descobriu-se que o Tricolor somente atrasou uma das parcelas e não várias, como alegava o processante, pelo fato do jogador recusar-se a enviar notas fiscais (obrigatórias segundo o acordo assinado).

VEJA TRECHOS DA DECISÃO DO JUIZ

(…) indispensável ter em conta de consideração que era da autora a obrigação de apresentar nota fiscal como condição para dar azo ao curso do prazo para o pagamento e, neste caso, o pequeno atraso no pagamento da quarta parcela (dezembro de 2017), sem reclamo por parte da autora, motivaria a eliminação da multa (CC art. 413)”

“Inocorreu litigância de má-fé”

“A divergência quanto à melhor interpretação dos fatos e das regras legais longe está de motivar convicção quanto a haver deliberada intenção de obter proveito ilícito, que é o móvel da apenação”

“As demais alegações das partes dispensam outras considerações por haver incompatibilidade lógica com o quanto já mencionado”

“Assim, a improcedência é de rigor”

“Ante o exposto, JULGO IMPROCEDENTE a ação condenatória que WLT EVENTOS ESPORTIVOS LTDA – ME. moveu contra SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE e condeno a autora no pagamento das despesas processuais e dos honorários que fixo em dez por cento do valor atualizado da causa (fls. 51), para guardar proporção com o trabalho produzido (CPC, art. 85, § 2º)”

 

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